A Petrobras fechou o primeiro trimestre deste ano com lucro de R$ 5,3 bilhões, 1% inferior ao registrado em igual perãodo do ano passado, refletindo a queda na receita de vendas, maiores custos com impostos e o crescimento das despesas financeiras da companhia, em reais. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (15/5).
A produção subiu 11% para 2,8 milhões de boe/dia, em média, no primeiro trimestre, considerando as operações no Brasil e no Mundo. Contudo, a queda no preço do barril fez com a receita caísse 9% na comparação anual.
As perdas foram compensadas, em parte, por ganhos com importação de derivados e redução de custos operacionais. O Ebitda subiu 50%, para R$ 21,5 bilhões, refletindo crescimento nos lucros operacionais para R$ 13,3 bilhões, alta de 76% em relação ao primeiro trimestre de 2014. Despesas financeiras, nas quais pesam a depreciação do real sobre o dólar, subiram para R$ 5,6 bilhões, contra R$ 174 milhões no ano passado.
Endividamento
A Petrobras não conseguiu, contudo, reduzir seu endividamento que cresceu de R$ 350 bilhões no fim de 2014 para R$ 400 bilhões no fim do primeiro trimestre (+14%). Considerando a disponibilidade de R$ 68 bilhões, o endividamento líquido da companhia subiu 18%, para R$ 332 bilhões.
“Essa elevação se explica pela alta na taxa de câmbio”, explicou o gerente executivo de Desempenho Empresarial, Mário Jorge da Silva.
Com o aumento da geração de caixa, a companhia conseguiu reduzir o indicador Dívida Líquida/EBITDA ajustado para 3,86, frente aos 4,77 registrados no fim do ano passado. A companhia tinha uma meta de voltar a um patamar abaixo de 2,5, teto considerado por agências de risco para grau de investimento.
“A questão do endividamento, temos que aguardar um pouco mais. Estamos próximos da revisão do plano de negócios. Temos um novo conselho de administração e então, certamente, serão dados os esclarecimentos necessários quanto ao endividamento”, afirmou o gerente financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro.