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Clippings - 17/06/09

Petrobras negocia com japoneses participação nos projetos do CE e MA

A Petrobras negocia com os japoneses da Marubeni e da Mitsui um acordo para que as duas empresas de comércio exterior tenham participações acionárias nas refinarias do Maranhão e do Ceará, previstas para entrar em operação, respectivamente, em 2013 e 2014. Já há um acordo preliminar para que as tradings financiem as duas unidades de processamento de petróleo. O diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, disse que a intenção é de acertar com as duas companhias uma participação acionária de aproximadamente 30% em cada refinaria.

Segundo os acordos já assinados, a Marubeni vai financiar a refinaria do Maranhão e a Mitsui, a do Ceará. Segundo os orçamentos preliminares, a primeira vai custar US$ 20 bilhões e a segunda, US$ 11 bilhões. Agora, a estatal negocia com as duas empresas detalhes do acordo. Segundo Costa, a ideia inicial é que elas financiem integralmente os dois empreendimentos.

Além disso, a estatal brasileira pretende que as japonesas participem como acionistas das refinarias e que recebam em produtos (derivados de petróleo) uma parte de cada financiamento que deverá ser contratado. A refinaria do Maranhão terá capacidade para refinar 600 mil barris de petróleo por dia, estando a primeira etapa (300 mil barris/dia) prevista para entrar em operação em 2013.

Costa disse que no fim de maio assinou, com o governo do Maranhão, um acordo que dá ao Estado um prazo de 60 dias para que ele possa fechar o pacote de facilidades para receber a usina, incluindo a cessão do terreno e a disponibilização de água. Como a área já foi definida, no município de Bacabeira (a 60 quilômetros de São Luiz), a Petrobras, mesmo sem a propriedade do terreno, já iniciou o trabalho de sondagem do solo para fazer o projeto de terraplanagem.

Além disso, a estatal contratou a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) para fazer o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). No caso da refinaria cearense de Pecém, que terá capacidade para refinar 300 mil barris por dia, começando com 150 mil em 2014, o diretor da Petrobras disse que a situação está em nível semelhante, mudando apenas os interlocutores, no caso, a Mitsui e o governo do Ceará.

Se as negociações para os financiamentos e as composições acionárias das duas refinarias premium caminham bem, segue o impasse sobre a parceria com a estatal venezuelana PDVSA para a construção da terceira refinaria projetada para o Nordeste, a Abreu Lima, em Pernambuco.