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Clippings - 12/12/19

Petrobras orienta armadores a programar abastecimento com maior antecedência

A Petrobras vem orientando os clientes do transporte marítimo a programar seus abastecimentos de combustível com maior antecedência em razão do aumento de demanda pelo bunker com 0,5% de teor máximo de enxofre. Nas últimas semanas, alguns armadores relataram a Portos e Navios problemas na disponibilidade do VLSFO (very low sulphur oil) em terminais portuários brasileiros.

Procurada pela reportagem, a Petrobras informou que já adequou seu refino e logística, normalizando a entrega nos terminais para atender à procura crescente. “Adicionalmente, a companhia está orientando os clientes a programarem seus abastecimentos com maior antecedência, uma vez que, em 1º de janeiro de 2020, será mandatória a mudança para o bunker com teor de enxofre abaixo de 0,5%”, diz a companhia em nota.

Uma fonte do setor de navegação contou um caso recente de falta de bunker em Santos (SP) que obrigou o operador do navio a abastecer fora do Brasil. “Fomos reportados de que ocorreu, pelo menos, um caso de falta de bunker recentemente em Santos, obrigando a empresa a abastecer na Argentina”, contou a fonte que prefere não ser identificada. Outra fonte também revelou ter encontrado dificuldades para obter o bunker durante alguns dias, chegando a ter que cotar no Uruguai, mas que conseguiu garantir o fornecimento.

Armadores afirmam que os preços do bunker já sofreram altas de até 30% desde o último dia 1º de outubro, quando a Petrobras passou a fornecer apenas o combustível com baixo teor de enxofre em todos os terminais em que comercializa o produto, atendendo às regras da Organização Marítima Internacional (IMO), que entram em vigor em janeiro de 2020.

A Petrobras não comentou sobre a alta do preço médio do VLSFO. Segundo a companhia, a demanda aumentou porque o produto teve boa aceitação pelos clientes, tanto pela alta qualidade quanto pela competitividade do preço comparado ao mercado internacional. Na semana passada, a gerente geral de comercialização de produtos escuros da Petrobras, Claudia Sousa, disse que a empresa encontrou algumas dificuldades momentâneas de suprimento porque está tendo demanda muito boa. Ela também destacou que o produto oferecido pela companhia atende as normas da IMO 2020.

“Desde quando antecipou a oferta, estamos tendo procura bastante acima da nossa expectativa. Significa que produto está competitivo”, comentou durante o seminário “Energia em Transição: Infraestrutura e Distribuição de Combustíveis Marítimos no Brasil em Conformidade com a IMO 2020”, promovido pela Fundação Getúlio Vargas.

Desde abril, quando começou a adequar suas refinarias e unidades operacionais para a produção do combustível, a Petrobras já ultrapassou a marca de dois milhões de m³ de bunker com teor de enxofre abaixo de 0,5%. No Brasil, a Petrobras comercializa bunker nos seguintes portos: Rio Grande, Paranaguá, Santos, São Sebastião, Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Fortaleza, São Luís, Belém e Manaus.

Atualmente, a Petrobras produz 2% do bunker marítimo comercializado no mundo. Desde o início de outubro, todo o bunker comercializado pela Petrobras no mercado brasileiro passou a atender ao teor máximo de 0,5% de enxofre, se adequando às novas especificações mundiais estabelecidas pela IMO. O novo limite de enxofre atende à Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios (Marpol), da qual o Brasil é signatário. A empresa tem interesse de ampliar a participação nos mercados mundiais de óleo combustível e bunker.

Fonte: Revista Portos e navios