A Petrobras pediu à ANP a prorrogação do prazo para a retomada da produção nos campos nos campos de Camarupim e Camarupim Norte, na Bacia do Espírito Santo. As áreas estão sem produzir desde fevereiro de 2015, quando o FPSO Cidade de São Mateus, que operava nos campos, sofreu uma explosão que matou nove pessoas.
O prazo inicial dado pela ANP para a retomada da produção nos campos era abril de 2018, mas a Petrobras quer que a data seja estendida até o segundo semestre de 2019. No momento, a agência ainda está analisando o pedido de adiamento do prazo.
Produtores de gás, os campos entregavam cerca de 2 milhões de m³/dia do energético, sendo praticamente todo aproveitado comercialmente, já que não era feita injeção e os níveis de queima e consumo eram da ordem de 0,1 milhão de m³/dia. A concessão do campo de Camarupim vence em 2033.
O acidente gerou uma multa de R$ 47,8 milhões à Petrobras, paga em janeiro deste ano. Na época, O FPSO Cidade de São Mateus estava em lay up, sem previsão de voltar a operar. Até o começo do ano, os reparos na plataforma ainda não haviam começado, mas a Petrobras afirmava que o contrato continuava vigente e que a unidade era o cenário considerado para o retorno da produção dos campos.
Procurada, a Petrobras não comentou o pedido de extensão do prazo até o fechamento desta reportagem.