Os três poços contingentes não estão previstos na licença de operação, emitida pelo Ibama em outubro, que autorizou, somente, a perfuração do poço Morpho. No entanto, a Petrobras já solicitou ao instituto a inclusão desses três poços no processo de licenciamento

A Petrobras planeja perfurar os três poços contingentes do bloco FZA-M-59, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, em 2027, 2028 e 2029, respectivamente, segundo cronograma enviado ao Ibama na terça-feira (18). A ideia é que esses três poços – chamados Marolo, Manga e Maracujá – sejam perfurados entre agosto e dezembro de cada ano.
“Cabe ressaltar que a data de início e a duração desses poços são estimadas e poderão sofrer alterações a depender dos resultados do poço Morpho”, afirma a Petrobras no documento. A perfuração do poço Morpho, por sua vez, deve ser finalizada em fevereiro de 2026, conforme publicado pela Brasil Energia.
Os três poços contingentes não estão previstos na licença de operação (LO nº 1684/2025) emitida pelo Ibama no dia 20 de outubro. A licença autorizou somente a perfuração do poço Morpho. A Petrobras, no entanto, já solicitou ao instituto a retificação de algumas condicionantes da licença, sendo um dos pedidos a inclusão desses três poços.
Os prospectos estão localizados em lâminas d’água de 3 mil, 2,7 mil m e 3 mil m, respectivamente, e a 178 km, 169 km e 179 km de distância da costa do município de Oiapoque (AP). Segundo a Petrobras, os três poços contingentes estavam previstos desde o início do processo de licenciamento ambiental e foram mantidos quando da assunção da operação pela Petrobras.
O poço Morpho está sendo perfurado pela sonda ODN II (NS-42) em lâmina d’água de 2,880 mil m, a uma profundidade de 7,081 mil m, a 175 km da costa do Amapá. A Petrobras pretende, até 2029, perfurar cerca de 15 poços exploratórios na Margem Equatorial, segundo informações da apresentação da diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, feita durante a OTC Brasil 2025.
Fonte: Revista Brasil Energia