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Clippings - 19/06/24

Petrobras planeja US$ 1,2 bi para a Margem Equatorial

Além do FZA-M-59, motivo de debate entre a indústria de óleo e gás e ambientalistas, a estatal pretende perfurar dois poços na Foz do Amazonas em 2027

A Petrobras possui nove projetos prioritários em sua carteira que apontam para uma mudança de rumo da empresa para além do pré-sal, apurou a Brasil Energia. Todos os projetos estão na Margem Equatorial, nas bacias de Foz do Amazonas, Potiguar, Barreirinhas e Pará-Maranhão. Ao todo, eles somam US$ 1,2 bilhão e a expectativa da estatal é de que três projetos nas águas profundas do Amapá já tenham saído do papel até 2027.

Apenas os programas de perfuração de poços na Bacia da Foz do Amazonas ficam com cerca da metade desse valor, enquanto o menor dispêndio está previsto para um único projeto na Bacia do Pará-Maranhão.

A Petrobras gostaria de já ter fincado os pés na Bacia da Foz do Amazonas no ano passado e ainda aposta que outros dois poços sejam perfurados em 2027. Os investimentos não avançaram por conta da resistência do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente. O órgão ambiental ainda não respondeu o pedido da estatal para que reconsidere a sua reprovação à perfuração do FZA-M-59.

Se depender do presidente Lula e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, os planos vão ser colocados em prática. Em entrevista à radio CBN, nesta quarta-feira, 18, ele afirmou não ser possível abrir mão da exploração de riquezas com perspectiva “muito grande”.

“É contraditório? É, porque estamos apostando muito na transição energética, mas enquanto a transição energética não resolve nosso problema, o Brasil tem que ganhar dinheiro com esse petróleo”, afirmou Lula.

No mesmo sentido, Chambriard disse, em evento recente, que a exploração da Margem Equatorial e de novas fronteiras “é essencial para a reposição de reservas do país”.

“A gente tem que entender que quando a gente fala de uma política de estado de segurança energética, isso transcende em muito uma mera questão de licença. Estamos falando de política energética nacional e garantia de segurança energética”, enfatizou.

Mesmo sem o aval do órgão ambiental para começar a explorar a Margem Equatorial, a Petrobras mantém em seu planejamento perfurar mais dois poços na Bacia da Foz do Amazonas, nos blocos FZA-M-57 e FZA-M-127.

Para o ano que vem está projetada uma única perfuração na região, do poço BM-BAR-5. Outro projeto na mesma bacia e mais um na Bacia do Pará-Maranhão também estão no radar da estatal, mas sem data prevista de execução – nos blocos BM-BAR-1 e no PAMA-M-192, respectivamente.

Em 2027, a empresa ainda pretende perfurar mais um poço na Bacia Potiguar, onde alcançou resultados positivos nos prospectos Anhangá e Pitu. Não houve declaração de comercialidade, que ainda depende de mais estudos da região. Para avançar no projeto, deve ser perfurado o POT-M-952 daqui a três anos. A prioridade de investimento continua sendo a Bacia do Foz do Amazonas, além de Barreirinhas.

Fonte: Revista Brasil Energia