unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 21/03/14

Petrobras pode tirar contratos da Iesa

A Iesa Óleo e Gás, empresa do grupo Inepar, pode perder contratos com a Petrobras devido a problemas financeiros. Depois da deflagração da greve dos funcionários da empresa em Charqueadas (RS), que paralisa desde terça-feira as operações do estaleiro responsável pela construção de 24 módulos de compressão para plataformas do pré-sal para a Petrobras, a estatal admitiu que os serviços podem ser transferidos para outro local.

Estão sendo realizados esforços para manter a execução dos serviços no Rio Grande do Sul, mas para isso é fundamental que o prazo do contrato seja atendido, disse a empresa em nota. O valor dos contratos é de US$ 720 milhões, mas há opção de ampliação da encomenda para 32 unidades, o que elevaria a cifra para US$ 911,3 milhões.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Charqueadas, Jorge Luiz de Carvalho, uma audiência de conciliação sera realizada hoje à tarde no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4), em Porto Alegre, entre representantes da empresa e dos grevistas. A audiência foi solicitada pela Iesa, informou o sindicalista.

A unidade da Iesa Óleo e Gás em Macaé (RJ), que tem cerca de 1,5 mil funcionários, também estaria parada, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Pintura Industrial e Construção Civil de Macaé (Sintpicc), João Rodrigues. A empresa nega: A IESA O&G não fechou a unidade de Macaé. Os funcionários estão trabalhando. A empresa está fazendo um ajuste no quadro de pessoal devido à readequação do volume de serviços, disse em nota.

Rodrigues afirmou que os funcionários da empresa em Macaé chegaram a iniciar uma greve em 20 de fevereiro, que terminou no dia 14 deste mês devido a falta de quórum. Mas os empregados não voltaram ao trabalho. Dos 1,5 mil trabalhadores, cerca de 500 haviam sido demitidos e, segundo Rodrigues, não receberam os valores que deveriam.

A Iesa de Macaé está de portas fechadas, afirmou Rodrigues. O sindicalista explicou que o Sintpicc entrou na Justiça contra a Iesa e conseguiu o bloqueio de faturas de serviços realizados, para pagamento dos funcionários. Essa informação foi confirmada pela empresa.

Todo o cenário preocupa a Petrobras, que acrescentou que desde o ano passado tem se empenhado na busca de alternativas para manter a execução do contrato em Charqueadas e contornar as dificuldades oriundas da crise financeira do grupo Inepar, do qual a Iesa Óleo e Gás faz parte. Como solução imediata, informou ter iniciado procedimento para efetuar pagamento direto aos empregados, fornecedores e prestadores de serviços envolvidos no projeto.