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Clippings - 11/06/19

Petrobras prepara reestruturação de Gás e Energia

A Petrobras está se preparando para remodelar sua atividades de Gás e Energia (G&E). A estatal lançou uma licitação para contratar serviço de consultoria especializada a fim de apoiar a definição da estrutura organizacional adequada aos negócios na área, que é considerada estratégica para seu futuro.

No edital da concorrência, a Petrobras explica que a implementação do Plano de Negócios 2019-2023, aliada às constantes transformações nos setores de gás natural e energia elétrica no médio e longo prazos exigem avaliação da real adequação da estrutura organizacional dos negócios integrados de G&E.

Assim, a contratada deverá elaborar estudos de opções de estrutura para suporte ao negócio; atuar em conjunto com a equipe de trabalho da Petrobras no encaminhamento para aprovação da estrutura escolhida junto à diretoria executiva; e atuar na preparação da empresa para sua implementação.

Além do PN 2019-23, o trabalho terá como ponto de partida o Plano Estratégico 2040 da companhia, que definiu duas estratégias para os negócios de gás natural, energia elétrica e fontes renováveis: otimizar a posição da Petrobras no segmento no Brasil, desenvolvendo posições no mercado global via parcerias, e atuar em negócios de energia renovável de forma rentável, com foco em eólica e solar no país.

O negócio de Gás e Energia da Petrobras está sob responsabilidade da gerência executiva de mesmo nome, subordinada à diretoria executiva de Refino e Gás Natural (DRGN). A área tem como atribuição gerir a operação e o suporte associado das unidades termelétricas, plantas de processamento de gás natural e dos terminais de regaseificação de GNL, bem a comercialização de gás, energia elétrica, GNL e infraestrutura de gás natural.

O atual plano de negócios da Petrobras prevê o investimento de US$ 5 bilhões em Gás e Energia nos próximos quatro anos, além de US$ 400 milhões em fontes renováveis.

Entre os projetos de gás natural em curso estão o da Usina Termelétrica de Sergipe, para viabilizar o escoamento da produção de águas profundas da Bacia de Sergipe-Alagoas; a UPGN do Comperj, para ampliar a produção do pré-sal; e a adequação da Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), para processar o gás do cluster de Santos.

Atualmente, a estatal dispõe de três terminais de GNL, em um contexto de mercado importador e concentrado no Brasil, com atuação em trading spot e contratos de curto prazo. Para o futuro, o plano é desenvolver mercados globais, buscando suprimento competitivo e de longo prazo e o aumento da comercialização do gás natural.

Já na área de renováveis a Petrobras participa, hoje, de leilões de energia solar, investe na entrada gradual no mercado de geração solar distribuída, desenvolve projetos de eólica offshore para a próxima década, produz BioQav e GreenDiesel em plantas integradas às refinarias e mantém parcerias com a Total e Equinor.

A petroleira tem como metas reduzir em mais de 30% as emissões de CO2 por barril produzido e em 16% por tonelada refinada até 2025.

No primeiro trimestre deste ano, a área de Gás e Energia da Petrobras faturou US$ 3,220 bilhões e registrou lucro bruto de US$ 916 milhões. Nesse período, a companhia disponibilizou 2,788 mil MW médios em suas térmicas, vendendo 1,513 mil MW médios e gerando 2,406 mil MW médios em energia elétrica.

Já a entrega de gás natural nos três primeiros meses de 2019 totalizou 51 milhões de m³/d; a regaseificação de GNL, 7 milhões de m³/d; e o volume de vendas de gás, 75 milhões de m³/d. Segundo a ANP, a Petrobras produziu, em abril, 111 milhões de m³/d do energético como operadora e 87,765 milhões de m³/d como consorciada.

 

Fonte: Revista Brasil Energia