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Clippings - 07/10/21

Petrobras prevê perfuração de 14 poços na Margem Equatorial

Petrobras irá perfurar 14 poços exploratórios na Margem Equatorial nos próximos cinco anos. O plano da petroleira para a região foi apresentado pelo diretor de E&P, Fernando Borges, durante o painel “Oportunidades e desafios para o negócio de Upstream num Brasil em transição”, realizado durante o Shell Talks, na terça-feira (5/10). O painel também teve a participação de Cristiano Pinto, vice-presidente executivo da Shell Brasil.

Apesar das dificuldades, o executivo da Petrobras afirmou estar confiante na liberação das licenças ambientais. A campanha, segundo Borges, mobilizará investimentos na ordem de US$ 1,5 bilhão.

A Petrobras possui 19 blocos na Margem Equatorial, localizados nas bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas e Potiguar. Já a Shell responde pela operação de 11 ativos na região – dez em Barreirinhas e um na Bacia Potiguar.

“A Margem Equatorial tem muito a entregar para o país ainda e temos que fazer um esforço conjunto da sociedade e entender que, tecnologicamente, estamos aptos a fazer isso de forma competente, sem riscos e sem impacto ao meio ambiente”, garante o diretor de E&P da Petrobras.

O executivo da Shell, por sua vez, afirmou que o Brasil não pode deixar de tentar descobrir o que a natureza reservou ao país, tendo em vista os resultados alcançados na Guiana e as perspectivas apresentadas no Suriname. 

Fernando Borges e Cristiano Pinto da Costa defenderam a importância de reduzir o tempo entre o leilão, descoberta e desenvolvimento, além de estabelecer um regime exploratório único para o Brasil. O executivo da companhia anglo-holandesa afirmou que o processo de aprovação de grandes projetos será cada vez mais desafiador diante do cenário de transição, o que reforça a necessidade de se ter estabilidade fiscal, regulatória e simplificação dos ciclos.

“Definição de um modelo único, vamos para concessão ou vamos ficar na partilha? A clareza desses pontos, independente de qual bacia você esteja, é um fato importantíssimo, uma prioridade número um para a atratividade”‘ opina Costa.

Borges voltou a afirmar que a Petrobras é favorável ao contrato de concessão e que os grandes volumes que justificavam a existência dos contratos de partilha já foram licitados. O executivo pontuou que é mais do que urgente ter um modelo único de exploração.

“Não temos mais lugar para atratividade com a partilha. Toda a a área da Bacia de Campos que está dentro do polígono do pré-sal, que é obrigada a fazer um bid, seguindo a regra da partilha, não tem atratividade, não decola. Se não mudar, essas áreas vão ficar adormecidas, justamente numa área em que o Brasil está captando novos atores com o processo de desinvestimento da Petrobras”, avalia Borges.

Fernando Borges criticou o fato de o Brasil ter voltado rediscutir uma série de questões que já tinham incorporado ciclos de aprendizado, como o Repetro e o Conteúdo Local. Para o executivo, esses movimentos ameaçam tornar o cenário menos atrativo. 

O diretor de E&P destacou que quase 70% da carga tributária dos projetos de E&P vai para a União, estados e municípios, enquanto a média da indústria gira em torno de 36%. 

“Somos muito competitivos e poderemos ser mais ainda, se a gente cuidar bem desse ambiente regulatório em termos de estabilidade das regras”, salienta Borges.

No que diz respeito ao desafio das emissões de carbono no Upstream, Costa e Borges destacaram a importância da excelência operacional e do monitoramento preventivo dos equipamentos. O vice-presidente da Shell destacou ainda que nos próximos cinco anos o grupo deve investir R$ 1,5 bilhão em P&D, dos quais cerca de 1/3 deve ser aplicado a novas tecnologias associadas à transição energética e redução das emissões.

Fonte: Revista Brasil Energia