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Clippings - 01/03/18

Petrobras quer anunciar modelo de parcerias no refino em 2018

A Petrobras pretende anunciar os modelos das parcerias na área de refino ainda neste ano de 2018, mas não garante que conseguirá implementá-las já. “Se vamos conseguir implementar este ano é outra discussão, mas com certeza será anunciado”, afirmou o presidente da petroleira, Pedro Parente, durante a Internacional Conference on the Economics of Oil na FGV, na manhã desta quarta-feira (28/2).
De acordo com Parente, a discussão no segmento é mais complexa do que na área de E&P, que já tem parcerias implementadas em outros lugares como modelo.
No momento, a Petrobras negocia uma possível revitalização do parque de refino do Rio de Janeiro em parceria com companhias chinesas. A expectativa é fechar um acordo com a chinesa CNPC que incluirá a continuação das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).  “Estamos trabalhando com os chineses e é nosso desejo chegar a um entendimento que permita olhar a região como um todo. Temos que usar essa oportunidade da melhor forma possível”, defendeu Parente.

Emissões

A Petrobras trabalha com as petroleiras que integram a Oil and Gas Climate Iniciative na padronização da medição de suas emissões de poluentes para posteriormente anunciar metas.
A empresa brasileira passou a integrar em janeiro o grupo, composto por BP, CNPC, Eni, Pemex, Repsol, Saudi Aramco, Shell, Statoil e Total. As companhias querem conduzir uma resposta do setor às mudanças climáticas. “Apesar de termos foco em óleo e gás em curto prazo, sabemos que é muito importante ir atrás de outras fontes”, reconheceu Parente nesta quarta.
Mesmo assim, o presidente da Petrobras garante que o pré-sal brasileiro continuará relevante no cenário global, já que é competitivo, inclusive, em relação a produção não convencional na América do Norte. “Ainda precisaremos de investimentos em E&P por muitos anos, o desafio não é produzir, mas produzir a baixos custos e é por isso que o pré-sal é importante”, explicou Parente.
Hoje, a Petrobras trabalha com a previsão de que o pico na demanda global por óleo ocorrerá em 2035, antes das projeções feitas pela BP e Exxon, mas depois do período previsto pela Shell e pela Statoil.  “Quando cheguei na Petrobras, a discussão era se (o pico na demanda) ocorreria entre 2040 e 2050. Hoje, já há analistas dizendo que pode ser até antes de 2030”, afirmou Parente.
Fonte: Revista Brasil Energia