A Petrobras estuda ampliar a utilização de um modelo de transferência de petróleo e derivados conhecido como transbordo a contrabordo (double banking) em terminais e portos brasileiros.
Essas operações consistem na transferência de produtos entre navios a contrabordo atracados em um mesmo berço, com um deles amarrado ao cais e à segunda embarcação.
O modelo vem sendo aplicado no terminal de Angra dos Reis (RJ) desde novembro de 2017 com o objetivo de reduzir a fila dos navios que aguardam atracação no fundeadouro da Baía da Ilha Grande. Anteriormente, eram realizadas no local operações ship to ship (SPS) com os navios ancorados no fundeadouro.
De acordo com a Petrobras, foram feitas até o momento 25 operações de transbordo a contrabordo atracado no terminal de Angra, movimentando 3,7 milhões de m³ de petróleo e derivados.
O óleo é proveniente de plataformas das bacias de Campos e Santos. As exportações são destinadas principalmente à China e Índia.
A Petrobras ressaltou que operações do tipo já são bastante utilizadas no Porto de Suape, em Pernambuco, com a movimentação de derivados.
Apesar da nova modalidade ganhar espaço nas operações da Petrobras, o STS segue dentro dos planos da estatal.
A companhia informou por meio de sua assessoria de imprensa que pretende iniciar ainda em 2018 operações de STS no litoral de Vitória (ES) e que elabora estudos para mapear a costa do país verificando os pontos ideais para realizar tais operações.
Fonte: Revista Brasil Energia