unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 17/07/17

Petrobras quer intensificar uso de AUVs na Bacia de Campos

A Petrobras planeja intensificar o mapeamento de instalações submarinas na Bacia de Campos com veículos submarinos autônomos (AUVs) e sonares de alta resolução. Nos últimos anos, a companhia mapeou 1,2 mil km de dutos na região com a tecnologia, mais econômica que a dos ROVs, de operação remota.

A estatal estima que a iniciativa permitiu diminuir em até cinco vezes o tempo de operação, reduzindo seus custos em 70% e gerando uma economia de US$ 7,2 milhões para o caixa da empresa.

O AUV utiliza sensores que fazem a leitura dos dutos, gerando dados que são, posteriormente, descarregados e processadas a bordo. Como resultado, produzem-se imagens que permitem a identificação dos dutos e outros elementos nas proximidades.

A Petrobras considera que a aplicação da tecnologia representa uma quebra de paradigma, já que o mapeamento que, antes, era feito duto a duto, passou a ser realizado por área, gerando ganhos de eficiência.

Entre os exemplos de fornecedores de AUVs com atuação no Brasil estão a C&C Technologies (Oceaneering), DOF, Fugro, i-Tech (Subsea 7) e Schilling Robotics (FMC Technologies).

Em 2016, a ASV Global, fornecedora de embarcações autônomas de superfície ASVs) – utilizadas para apoiar as operações de AUV –, abriu um escritório no Rio de Janeiro. “Vemos potencial enorme desse tipo de aplicação aqui no Brasil”, diz o diretor da empresa no país, Rafael Coelho.

A companhia fechou em junho passado um contrato internacional com a Ocean Infinity para fornecer duas embarcações do tipo. Elas se somarão a uma frota de seis ASVs que já compõema frota da companhia. A previsão é que os barcos sejam entregues no quarto trimestre.

Libra

Em 2014, a Axa Engenharia – subsidiária da DeepOcean – fechou contrato com o consórcio de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, para fazer um levantamento de riscos geológicos na área com AUVs.

O escopo do contrato, avaliado em R$ 41 milhões, previa o mapeamento de uma área de 1.640 km² na região. O acordo, porém, foi cancelado porque a empresa, que contratou AUVs da Kongsberg Maritime, não teria conseguido executá-lo integralmente.

Acredita-se que um dos problemas tenha sido o fato de a lâmina d’água na área da campanha ser mais rasa do que o esperado, o que teria limitado a aproximação da embarcação de apoio ao AUV.

A Brasil Energia Petróleo não encontrou um representante da Axa para comentar o assunto.

RFI

Nesta semana, a Petrobras abriu uma consulta (RFI ou request for information) para avaliar a contratação de serviços de levantamento geofísico com AUVs em uma área de 275 km² nas bacias de Campos e Espírito Santo.