Companhia pretende adquirir participações da Equinor e da Total em bloco com potencial no pré-sal
A Petrobras pretende adquirir a participação da Equinor e da Total no bloco ES-M-743, em águas profundas na Bacia do Espírito Santo, para se tornar a operadora da concessão com 100% de participação. No momento, o bloco é operado pela norueguesa, com 35% de participação, em parceria com a estatal (40%) e a francesa (25%).
A operação deve ser aprovada pelo Cade. Segundo o ato de concentração analisado pelo órgão, a Petrobras receberá os valores previstos no contrato pela Equinor e Total referentes à parcela não cumprida do Programa Exploratório Mínimo (PEM) do bloco.
A Petrobras defende a aquisição alegando que “vê méritos geológicos que justificam o investimento na exploração de hidrocarbonetos realizada na área dos blocos mencionados”, onde ainda não há poços perfurados.
No ano passado, o consórcio comunicou à ANP que planejava perfurar o prospecto de Monai, no bloco próximo ES-M-669, com o objetivo de chegar ao pré-sal da Bacia do Espírito Santo. A depender dos resultados, seria possível avaliar a exploração de outras concessões adquiridas na 11ª Rodada de Concessões, entre elas o ES-M-743.
O primeiro período exploratório da concessão vence no dia 25 de setembro de 2021, enquanto o segundo expira na mesma data em 2023.
Além do ES-M-743 e do ES-M-669 (Petrobras 40%, Equinor 35% e Total 25%), as três companhias também operam, em consórcio, o ES-M-671 (Equinor 35%, Petrobras 40% e Total 25%).
Fonte: Revista Brasil Energia