A Petrobras reforçou a intenção de contratar a P-82 na licitação direcionada à construção da P-80, unidade que irá compor o 9º módulo de Búzios, no cluster de Santos. A estratégia para a 10ª unidade de produção do projeto do pré-sal foi destacada pela petroleira no comunicado publicado na Petronect, que anunciou também o adiamento da data de entrega das propostas da concorrência por duas semanas.
A nova data de entrega de propostas da licitação de Búzios foi remanejada para 30 de maio. A data prevista anteriormente era 16 de maio.
No comunicado, a Petrobras confirma a intenção de contratar a segunda unidade do processo de Búzios, caso receba mais de uma oferta. Após um ano do lançamento do edital, apenas os estaleiros Sembcorp e Keppel sinalizaram interesse no negócio, trabalhando internamente para tentar apresentar proposta no bid e solicitando orçamento a fornecedores.
O edital de licitação da P-80 prevê a possibilidade de contratação de um segundo FPSO do mesmo porte (P-82), a ser adquirido pelo preço de 92,6% do valor da oferta apresentada para a P-80. Programadas para entrar em operação em 2026, as duas unidades terão o mesmo porte, com capacidade para produzir 225 mil bpd de óleo e 12 milhões de m³/dia de gás.
A abertura das propostas ocorrerá em um momento de bastante volatilidade de preços e incerteza por conta dos impactos da Guerra da Ucrânia sobre o mercado fornecedor. Antes mesmo do conflito, a Petrobras já demonstrava preocupação com a falta de interesse inicial do mercado pela licitação.
Buscando reduzir os entraves e ampliar a atratividade do negócio, a petroleira alterou algumas diretrizes do contrato e do edital de licitação, promovendo pequenas simplificações. A comissão de licitação aprovou, por exemplo, melhorias nas condições de pagamento, reduzindo o cashflow negativo para a empresa vencedora do contrato.
Os contratos de construção dos FPSOs serão conduzidos sob regime de EPC (Engineering, Procurement and Construction). A estimativa do setor é de que a construção de cada uma das unidades de produção exija investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões.
Fonte: Revista Brasil Energia