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Clippings - 04/05/22

Petrobras quer mais FPSOs para Búzios


Petrobras reforçou a intenção de contratar a P-82 na licitação direcionada à construção da P-80, unidade que irá compor o 9º módulo de Búzios, no cluster de Santos. A estratégia para a 10ª unidade de produção do projeto do pré-sal foi destacada pela petroleira no comunicado publicado na Petronect, que anunciou também o adiamento da data de entrega das propostas da concorrência por duas semanas.

A nova data de entrega de propostas da licitação de Búzios foi remanejada para 30 de maio. A data prevista anteriormente era 16 de maio.

No comunicado, a Petrobras confirma a intenção de contratar a segunda unidade do processo de Búzios, caso receba mais de uma oferta. Após um ano do lançamento do edital, apenas os estaleiros Sembcorp Keppel sinalizaram interesse no negócio, trabalhando internamente para tentar apresentar proposta no bid e solicitando orçamento a fornecedores.

O edital de licitação da P-80 prevê a possibilidade de contratação de um segundo FPSO do mesmo porte (P-82), a ser adquirido pelo preço de 92,6% do valor da oferta apresentada para a P-80. Programadas para entrar em operação em 2026, as duas unidades terão o mesmo porte, com capacidade para produzir 225 mil bpd de óleo e 12 milhões de m³/dia de gás. 

A abertura das propostas ocorrerá em um momento de bastante volatilidade de preços e incerteza por conta dos impactos da Guerra da Ucrânia sobre o mercado fornecedor. Antes mesmo do conflito, a Petrobras já demonstrava preocupação com a falta de interesse inicial do mercado pela licitação.

Buscando reduzir os entraves e ampliar a atratividade do negócio, a petroleira alterou algumas diretrizes do contrato e do edital de licitação, promovendo pequenas simplificações. A comissão de licitação aprovou, por exemplo, melhorias nas condições de pagamento, reduzindo o cashflow negativo para a empresa vencedora do contrato.

Os contratos de construção dos FPSOs serão conduzidos sob regime de EPC (Engineering, Procurement and Construction). A estimativa do setor é de que a construção de cada uma das unidades de produção exija investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões.

Fonte: Revista Brasil Energia