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Clippings - 15/05/23

Petrobras quer voltar ao setor elétrico e defende conteúdo local

A Petrobras avalia voltar a investir em geração de energia termelétrica. Está em análise a participação em leilões de capacidade, promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Se essa decisão for tomada, significará o retorno da empresa ao setor, após um período de venda de usinas e encolhimento da presença estatal no negócio de produção de eletricidade. Essa estratégia atende também à necessidade da companhia de direcionar o grande volume de gás que passará a ofertar a partir de 2024 e que poderá ser usado como insumo nas térmicas.

A avaliação do diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim, é de que o gás natural é um insumo essencial à transição energética e, portanto, à estratégia da empresa. Apenas para desenvolver os seus três maiores projetos de extração e transporte do energético serão gastos R$ 5,2 bilhões. A empresa ainda vai direcionar parte dos R$ 6 bilhões reservados à sua área de exploração e produção para projetos de gás natural.

Tolmasquim anunciou, recentemente, que a Petrobras passará por um período de choque de oferta de gás junto de empresas parceiras a partir do desenvolvimento de três projetos – o desenvolvimento do bloco BM-C-33, operado pela Equinor na Bacia de Campos, e de blocos em Sergipe, além do início da operação, em 2024, da rede de escoamento e transporte de gás, a rota 3, que está sendo instalada entre o pré-sal e o Gaslub, antigo Comperj, no município fluminense de Itaboraí. Apenas o BM-C-33 e a rota 3 devem representar uma oferta de 34 milhões de m³ por dia de gás.

“Estratégia vencedora” para o setor naval

Outra revisão de estratégia da Petrobras, comparada às adotadas nas gestões dos ex-presidentes da República Michel Temer e Jair Bolsonaro, será a valorização da indústria nacional na contratação de produtos e serviços. “A Petrobras reconhece a importância de uma política de conteúdo local, seja para desenvolver a indústria seja para protege-la”, afirmou Carlos Travassos, diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação da estatal.

Ele confirmou a intenção da empresa de construir navios em estaleiros brasileiros, anunciada pelo presidente da subsidiária de logística, Transpetro, Sérgio Bacci, recentemente. Travassos destacou, no entanto, que é preciso definir uma “estratégia vencedora” para a política de conteúdo local e que, em alguns casos, será necessário ampliar atividades, com consequente aumento da geração de emprego e renda.

Fonte: Revista Brasil Energia