
A Petrobras informou que recebeu, na terça-feira (1/2), a metade da terceira parcela referente à venda de sua participação no bloco exploratório BM-S-8, onde está localizado o campo de Bacalhau, no pré-sal da Bacia de Santos. O valor pago pela Equinor foi de US$ 475 milhões, mesmo valor da outra metade da terceira parcela, que deverá ser paga no próximo dia 10.
Segundo a Petrobras, esse recebimento estava condicionado à aprovação do Acordo de Individualização da Produção (AIP) da jazida compartilhada entre os campos de Bacalhau e Norte de Bacalhau pela ANP, ocorrida em dezembro do ano passado. A aprovação foi do tipo técnica, visando à padronização e compatibilidade do documento com a regulação da ANP, já que o Plano de Desenvolvimento de Bacalhau foi aprovado pela agência reguladora em março de 2021.
A Petrobras realizou a venda do total de sua participação (equivalente a 66%) no bloco BM-S-08 para a Equinor, pelo valor de US$ 2,5 bilhões. No fechamento da operação, a companhia recebeu US$ 1,25 bilhão e, na assinatura do contrato de partilha do bloco Norte de Bacalhau, recebeu US$ 0,3 bilhão, totalizando US$ 1,55 bilhão.
A estatal informa que o resultado da terceira parcela será reconhecido nas demonstrações financeiras do 4º trimestre de 2021, que deverão ser disponibilizadas no final deste mês.
Breve histórico
Inicialmente, o bloco BM-S-8 era operado pela Petrobras (66%), em parceria com a Galp (14%), Barra Energia (10%) e QGEP (atual Enauta, com 10%). Após diversas operações (e com a declaração de comercialidade de Bacalhau), o consórcio ficou definido em Equinor (40%, sendo a operadora), ExxonMobil (40%) e a Galp (20%).
A primeira fase de desenvolvimento do ativo prevê a perfuração de 19 poços pelo navio-sonda West Saturn, da Seadrill, e a instalação do FPSO próprio, em processo de contratação com a Modec. O primeiro óleo de Bacalhau está previsto para o terceiro trimestre de 2024, mas a Equinor já informou que o cronograma poderá ser ajustado em função da pandemia de Covid-19 e das incertezas em relação ao projeto.
Fonte: Revista Portos e Navios