A Petrobras reduziu a campanha de avaliação de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, em 460 dias, devido à otimização na aquisição de informações. De acordo com a companhia, a antecipação do fim da avaliação gerou um ganho de US$ 360 milhões no projeto.
O plano de avaliação da descoberta (PAD) de Libra foi aprovado pela ANP em fevereiro de 2016, mas ao final de 2015 a Petrobras já havia começado a realizar antecipadamente algumas atividades previstas no PAD, com o aval da ANP.
Ao todo, estavam previstas a perfuração de dois poços firmes e dois contingentes, a completação dos poços e a realização de um teste de formação a poço revestido (TFR). Outros compromissos contingentes eram a realização de TFRs nos quatro poços de avaliação, além da aquisição e processamento de 300 km² de dados 3D.
A expectativa agora, no projeto batizado como Libra 4, é envolver os fornecedores desde a fase de concepção, para reduzir os gastos com equipamentos e instalação de sistemas submarinos em 30%. Caso a companhia consiga alcançar o objetivo, poderá economizar US$ 400 milhões com a iniciativa.
O break even projeto de Libra já teve uma redução de US$ 13/barril, impulsionada por ações como otimização de custos e aumento no fator de recuperação das jazidas do bloco. O objetivo é alcançar break even de US$ 35/barril na área.
Entre as atividades que ajudaram na redução do break even estão a implementação de um projeto simplificado de completação inteligente, que consiste no acompanhamento remoto do desempenho dos poços. O projeto já ajudou a reduzir o tempo de completação de 7 a 18 dias. Desde o ano passado, a Petrobras vem equipando suas sondas offshore com um sistemas de gerenciamento de dados em tempo real na perfuração de poços.
Outra iniciativa que ajudou na economia de US$ 300 milhões em Libra foi a implementação de um conceito batizado como WAG loop, que permite a conexão de dois poços injetores de água e gás em loop, e reduz o uso de linhas flexíveis.
A campanha em Libra já dura três anos e o contrato da área prevê prazo até o fim de dezembro para declaração de comercialidade. A área entrará em produção em junho, por meio de um teste de longa duração, feito pelo FPSO Pioneiro de Libra.
A expectativa é que sejam produzidos inicialmente cerca de 50 mil b/d de óleo. O TLD inaugural auxiliará à Petrobras a definir a locação dos poços do primeiro sistema definitivo de Libra, programado para entrar em operação no fim de 2020. A companhia também pretende realizar quatro sistemas antecipados de produção na área.
O consórcio de Libra é formado pela Petrobras (operadora com 40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%), tendo como gestora do contrato de partilha da produção a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).