A Petrobras reduziu em 20% sua frota de apoio logístico offshore no último ano. A companhia fechou o terceiro trimestre com 76 aeronaves, ante as 96 que tinha a seu serviço um ano antes, de acordo com a diretora de E&P da companhia, Solange Guedes. A redução de barcos de apoio também foi na mesma faixa (-21%). Hoje a estatal tem menos de 300 embarcações afretadas.
A executiva voltou a afirmar que a ociosidade de sondas contratadas atualmente é praticamente nula. “Aquela ociosidade destacada no segundo trimestre não se apresenta neste trimestre. Praticamente não há mais sondas contratadas ociosas”, disse Solange, confirmando que a Petrobras finalizou a tentativa de mediação com a Sete Brasil a respeito do afretamento de novas sondas.
Produção
A diretora destacou que sete das oito plataformas do pré-sal operam hoje em plena capacidade – apenas o FPSO Cidade de Saquarema ainda está em ramp up. No terceiro trimestre, a produção na província manteve-se acima de 1 milhão de barris/dia, enquanto a produção total da companhia no perãodo foi de 2,869 milhões de boed, aumento de 2% em relação ao segundo trimestre.
A Bacia de Campos se mantém como maior produtora, mas com declínio de 6% ao ano. Entre 2017 e 2021, a expectativa é que essa taxa suba para 9%. Solange lembrou, no entanto, que a Petrobras pretende investir em parceiras para reduzir o declínio na produção na região.