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Clippings - 19/01/15

Petrobras rescinde contratos de manutenção de plataformas com Iesa e MPE

A Petrobras rescindiu, por falhas na execução, dois contratos de Construção e Montagem (C&M) em plataformas offshore fechados com a Iesa e a MPE por R$ 620 milhões e R$ 544 milhões, respectivamente. Os contratos foram cancelados no ano passado e para suprir parte dessa demanda até 2018, a Petrobras marcou para o próximo dia 28 de janeiro a entrega das propostas para seis campanhas com unidades de manutenção e segurança (UMS). Os convites foram enviados nesta semana.

Atualmente, a Petrobras tem quatro contratos do tipo, no valor total de R$ 2,640 bilhões, com vencimento entre meados de 2017 e 2018, sendo dois com a Odebrecht Oil & Gas (OOG) e um com a UTC – empresas integrantes de grupos investigados por formação de cartel e que estão impedidos de participar de novas licitações da companhia.

A única exceção é o consórcio Integra, formado por Enesa e Granenergia, que iniciou em outubro de 2014 serviços de C&M para campanhas com três UMS, por três anos e no valor de R$ 479 milhões. Veja mais informações sobre os contratos no infográfico.

A dúvida é quem serão os concorrentes do lote de C&M para seis UMS, já que as empresas que fecharam com a Petrobras nos últimos anos foram envolvidas nas investigações decorrentes da Operação Lava Jato.

Procurada, a MPE informou que decidiu deixar de atuar no setor petrolífero e focar em outras áreas. E no caso da Iesa, em recuperação judicial, não foi possível contato com nenhum dos escritórios da área de óleo e gás.

De acordo com a Petrobras, as demandas descobertas com a rescisão foram supridas pelas licitações concluídas em 2014, além da licitação em curso. “Todas as demandas (por manutenção offshore) estão sendo atendidas”, informou a Petrobras.

Ano passado, a companhia contratou a OOG até agosto de 2018, por R$ 668 milhões, e a UTC, até abril de 2017, por R$ 1,022 bilhão para campanhas com UMS. Os contratos estão ativos e são executados em paralelo com outros menores, feitos sem apoio de UMS, que totalizam mais R$ 2,097 bilhões, distribuídos em sete licitações. A OOG levou três dessas concorrências, no valor total de R$ 778 milhões, a UTC tem dois contratos, a R$ 949 milhões, e a Imetame (não impedida de participar de licitações), detém outros dois, que somam R$ 370 milhões.

A Petrobras também informou que não existe previsão de rescisão de contratos com empresas incluídas na lista de “bloqueio cautelar”. Mas descartou renovar contratos. “Havendo necessidade, os contratos com prazo de encerramento anterior a 2018 terão seus serviços atendidos mediante novas licitações”, informa.

A carteira de investimentos da Petrobras em manutenção de seus sistemas de produção e exploração é multibilionária. Entre 2011 e 2013, foram desembolsados R$ 28,9 bilhões de um orçamento programado de R$ 30 bilhões.

Para 2014, estavam previstos mais R$ 11 bilhões, dos quais haviam sido gastos R$ 5,8 bilhões até junho. São quase 20% dos gastos da Petrobras em três anos e meio. Atualmente, a companhia tem 136 plataformas offshore de produção, sendo 57 na Bacia de Campos, 11 em Santos, três na Bacia do Espírito Santo e o restante em ativos do Norte e Nordeste, onde são todas fixas, com exceção do FPSO Piranema, em Sergipe.

Manutenção de rotina

O investimento da companhia nos sistemas de produção offshore demanda ainda contratos de manutenção de rotina, que também não são muito pulverizados. Os principais são os cinco lotes de manutenção industrial offshore fechados em 2012 e renovados por mais dois anos em 2014, com a empresas Skanska (que é investigada por cartel e que recentemente anunciou que vai encerrar suas atividades no Brasil), Elfe e CSE.

A Skanska levou dois lotes (A e C), que totalizaram R$ 390 milhões; a Elfe executada mais dois (B e D), por R$ 257 milhões; e a CSE é responsável pelo lote E, de R$ 188 milhões – com o mesmo objeto, a diferença nos valores ocorre porque a quantidade e complexidade de plataformas são diferentes, informou a Petrobras.

“Cabe ressaltar que o processo de licitação que originou estes contratos ocorreu de forma competitiva com apresentação de propostas por várias empresas, conforme normas de contratação em vigor”, acrescentou a empresa, em nota.

Esses contratos incluem diversas intervenções em sistemas elétricos, mecânicos e de refrigeração, por exemplo. Além de movimentação, estocagem e controle de material na plataforma, manutenção de guindastes e equipamentos de movimentação de cargas e manutenção de caldeiraria.