unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 02/09/16

Petrobras rescinde dois contratos de sonda

A Petrobras acaba de fazer um novo corte em sua carteira de sondas, já bastante reduzida pelo processo de negociação contratual aberto desde o ano passado com as empresas de perfuração. A petroleira cancelou, nesta quarta-feira (31/8), os contratos da NS Carolina, navio-sonda da Petroserv (Ventura), e da Ocean Valor, semissubmersível da Diamond, ambas capacitadas para operar em águas profundas. A justificativa foi excesso de downtime

As cartas de rescisão contratuais foram enviadas na manhí desta quarta-feira. A decisão da Petrobras deixou as empresas de perfuração ainda mais apreensivas, mas não chegou a surpreender o mercado, que tem assistido o cancelamento de um número expressivo de contratos de afretamento de sondas no exterior e sentido o peso das negociações com a petroleira brasileira.

“Isso tem acontecido com frequência lá fora. A queda no preço do petróleo fez cair a atividade de perfuração e as petroleiras estão à busca de motivos para cancelar os contratos das sondas em vigor”, afirma uma fonte do setor.

Não há informação sobre o downtime atingido pelas duas unidades. Embora cada contrato de afretamento tenha suas próprias regras, em média, segundo apurado, a Petrobras pode recorrer a esse tipo de rescisão, quando a unidade atinge a marca de 60 dias parada, em um intervalo de 180 dias.

A NS Carolina estava contratada até o fim de 2021, sendo que a unidade foi afretada em 2011. Já o término do afretamento da Ocean Valor, em operação desde 2010, era previsto para 2018.

Em comunicado, a Diamond informou que não enxerga que a Petrobras tenha base legal para rescindir o contrato da unidade, adiantando que pretende recorrer da decisão. Procurada pela Brasil Energia Petróleo, a Petroserv não retornou as ligações.

Com a decisão da Petrobras, a Petroserv e a Diamond passam a manter, cada uma, apenas um contrato com petroleira – o SSV Victoria e a Ocean Courage, respectivamente. A carteira de sondas da petroleira fica reduzida a 28 unidades, podendo sofrer novas baixas já que no momento há um processo de negociação contratual em curso com Odebrecht (OOG) e Queiroz Galvão (QGOG), que juntas têm 14 equipamentos afretados à Petrobras.