Estatal declarou, em carta aberta, que nova paralisação de petroleiros não seria razoável
A Petrobras publicou, no domingo (22/3), carta aberta à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus 13 sindicatos filiados, afirmando que a “greve nacional sanitária” defendida pela entidade não é razoável.
A estatal ressaltou que está adotando todas as medidas ao seu alcance para prevenir e combater a disseminação do Covid-19 e que não há motivação para fundamentar “uma paralisação a essa altura e em meio ao cenário nacional notoriamente conturbado”.
Entre as medidas exigidas pelo Sindipetro estão a parada da produção de petróleo e gás entre 19 de março e 5 de abril, uso obrigatório de máscaras e luvas antivirais pelos trabalhadores e a generalização do trabalho a distância do efetivo próprio e terceirizado.
Na última quinta-feira (19/3), a Petrobras reduziu o número de trabalhadores ao “mínimo necessário” nas unidades offshore. As equipes que continuarão embarcando farão escala especial de 28 dias de trabalho, incluindo sete dias de isolamento, e 14 dias de folga.
No dia seguinte à decisão da Petrobras (20/3), o sindicato convocou assembleias para aprovação de manifesto em que pede reversão da nova escala do turno de 12 horas para as bases operacionais de terra e de demissões – nas plataformas P-55, P-67 e no Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo) – que seriam retaliações à greve nacional dos petroleiros. “Do contrário, o Sindipetro-NF fará indicativo de retomada do movimento de greve”, ameaça a entidade.
Procurada pelo PetróleoHoje, a Petrobras ressaltou que as rescisões contratuais não descumprem os termos do acordo mediado pelo TST. “As demissões são decorrentes de flagrantes descumprimentos do regime disciplinar da companhia e foram aplicadas após apuração criteriosa dos acontecimentos”, declarou a estatal, acrescentando que respeita o direito à greve, “mas não tolera nenhuma conduta que coloque em risco a vida de seus colaboradores”.
Fonte: Revista Brasil Energia