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Clippings - 25/06/26

Petrobras retoma obra da UFN-III neste ano

As condições de mercado mudaram e tornaram viável a retomada da construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados UFN-III, da Petrobras em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. A obra estava parada desde 2014 e deve ser iniciada ainda neste ano. 

“Fazemos questão de passar a ideia de retomada. Retomamos obras e construção do passado. As condições mudaram e são econômicas e úteis para o Brasil. Nesse escopo tem fertilizante, construção naval e a retomada do edifício sede”, disse Chambriard. 

A UFN-III vai custar cerca de R$ 5 bilhões. A operação comercial está prevista para o início de 2029. Como insumo serão usados 2,2 milhões de m3 de gás natural por dia, da própria Petrobras, que será disponibilizada na rede.

A unidade vai atender 15% da demanda nacional de uréia (fertilizante nitrogenado). Somando a UFN-III, Ansa, Fafen Sergipe e Fafen Bahia, a Petrobras vai entregar 35% da demanda de fertilizante nitrogenado do país. 

Hoje, está em estudo a duplicação de cada uma das fábricas de fertilizantes. A planta da UFN-III é a última a ser construída e, por isso, é também a mais moderna. Vai ser a unidade com menor consumo de energéticos. “Será um projeto mais rentável”, ressaltou Chambriard. 

A localização no Centro-Oeste, que concentra 40% da demanda brasileira de ureia, é estratégica. A UFN-III vai atender os mercados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. “A gente ganha em custo logístico”, afirmou a presidente da Petrobras.


Ela conta que a Petrobras, de olho nos custos, buscou não inflacionar o mercado de construção civil com a sua demanda. Por isso, dividiu as obras em partes. Essa foi a estratégia de contratação usada na UFN-III, assim como em refinarias. 

A Petrobras assina amanhã (25) contratos de empresas vencedoras das licitações para finalização das obras da UFN-III, durante evento na fábrica de Três Lagoas com a presença do presidente Lula e da presidente da Petrobras e autoridades.

“Estamos enxergando uma Petrobras longeva. Estamos construindo seus próximos 72 anos”, disse Chambriard. Segundo ela, a empresa do futuro inclui também a geração elétrica, o que insere as renováveis, como a geração a hidrogênio, solar e eólica.

Fonte: Brasil Energia.