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Clippings - 09/05/17

Petrobras revê critérios de qualificação de linhas flexíveis

A Petrobras e suas sócias no bloco BM-S-11, na Bacia de Santos, estão investigando as causas de uma falha no funcionamento de um riser de injeção conectado ao FPSO Cidade de Angra dos Reis, que é afretado à Modec e opera no campo de Lula. O incidente, que já não é o primeiro envolvendo linhas flexíveis instaladas no pré-sal, pode levar o consórcio a ser mais rigoroso na aplicação da tecnologia na província.

“Acreditamos que o problema está sendo contornado, mas estamos revendo os critérios de qualificação que devem ser aplicados para esse tipo de riser, com base nos possíveis resultados desta investigação”, disse Thore Kristiansen, diretor executivo da Galp, durante conferência com investidores na última segunda-feira (2/5).

Ao lado da Shell, a petroleira portuguesa é sócia da Petrobras no BM-S-11, onde está o campo de Lula, maior produtor do país atualmente. No mesmo cluster está o campo de Sapinhoá (bloco BM-S-9), onde foi registrada uma falha em um riser no ano passado – segundo o executivo devido ao efeito da corrosão.

Em fevereiro, a P-19, que opera no campo de Marlim, na Bacia de Campos, registrou um vazamento de óleo em função de uma falha estrutural em um riser, que chegou a cair no fundo do mar.

Kristiansen explicou que a parte inferior do riser que apresentou falha em Lula já foi recuperada e que a porção inferior está sendo restaurada. As estruturas serão levadas para um laboratório, onde passarão por exames metalúrgicos.

O FPSO Cidade de Angra dos Reis foi o primeiro FPSO a ser instalado no cluster do pré-sal, começando a produzir em outubro de 2010. Outras nove plataformas operam atualmente nos campos de Lula e Sapinhoá.

A opção por risers flexíveis tem sido a preferida pela Petrobras para seus projetos no pré-sal, inclusive no caso do Teste de Longa Duração de Libra (TLD), que terá linhas fornecidas pela TechnipFMC. Além dessa empresa, GE O&G (Wellstream) e NOV são as principais fabricantes de flexíveis que atendem à estatal.

Para transportar e lançar esse tipo de riser, a Petrobras mantém ativa uma frota de 19 PLSVs (production laying support vessels), operados pela própria TechnipFMC – sozinha ou em consórcio com a DOF ou Odebrecht – Subsea 7 e Sapura Kencana. Outras duas embarcações contratadas pela petroleira estão em construção no estaleiro Vard Promar, em Pernambuco.