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Clippings - 07/08/13

Petrobrás tem caixa para Libra, diz diretor

O diretor de Exploração e Produção da Petrobrás, José Miranda Formigli, garantiu que a empresa tem caixa consistente para participar do leilão do prospecto gigante de Libra, na rodada do pré-sal. O executivo voltou a dizer que a empresa poderá disputar mais do que os 30% já assegurados à estatal em todas as áreas do pré-sal, de acordo com a Lei de Partilha.

Certamente vamos buscar um número maior, disse, ressaltando que a agressividade da empresa no leilão ficará vinculada à atratividade econômica do negócio. Ele destacou que estava repetindo palavras da presidente da estatal, Graça Foster.

A empresa terá de pagar no mínimo R$ 4,5 bilhões, que é o equivalente aos 30% que lhe cabem pela licença, considerando que o bônus de assinatura será de R$ 15 bilhões. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estima haver entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo na área de Libra e prevê investimentos de R$ 400 bilhões ao longo dos 35 anos da licença.

O diretor também admitiu a possibilidade de um eventual parceiro da Petrobrás adiantar o bônus de assinatura referente à estatal, que ressarciria o sócio em óleo, depois de iniciada a produção. Disse que a estratégia é comum no setor, embora tenha negado que a empresa já tenha iniciado negociações.

Formigli disse que o mercado poderá fazer uma avaliação melhor sobre a capacidade de caixa da empresa depois da divulgação do resultado do segundo trimestre, prevista para dia 9. A produção da Petrobrás, estabilizada em um mesmo patamar nos últimos dois anos, deve crescer a partir deste segundo semestre, avalia o executivo.

A diretora-geral da ANP, Magda Ghambriard, disse que a agência deve fazer poucas mudanças nas regras do leilão (edital e Lei de Partilha). Algumas das reivindicações apresentadas ontem pelo setor não devem ser atendidas. É o caso da correção monetária para custos em óleo, pedida pelo Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP).

Em cerimônia comemorativa da n.a rodada, a Petrobrás assinou ontem contratos de 13 blocos. A empresa pagou os R$ 537 milhões em bônus referentes a todos os 34 arrematados no último leilão de áreas exploratórias.