A Petrobras tem uma carteira para potenciais desinvestimentos e parcerias no valor de US$ 42 bilhões, dos quais US$ 21 bilhões foram selecionados para os próximos dois anos. No início deste ano, a empresa tenta desbloquear a liquidação de seus ativos, que enfrenta resistência do TCU e da Justiça Federal.
A Petrobras não detalha o plano de venda para 2017, mas adianta que a venda mais adiantada hoje é a da BR Distribuidora, também interrompida. A companhia aguarda o fim do recesso do TCU para retomar as discussões sobre a metodologia utilizada pela empresa no processo.
O trabalho será retomado na próxima semana, mas segundo Ivan Monteiro, diretor Financeiro, a companhia estudou a questão exaustivamente, nas últimas três semanas, e antecipa pontos de discordância com o tribunal de contas.
“Estaremos conversando com a equipe técnica do tribunal, levando qual é a nossa percepção sobre o aperfeiçoamento da sistemática e tentando harmonizar com a visão que eles têm da sistemática”, afirma Monteiro.
O diretor da Petrobras adiantou o TCU tem livre acesso as informações da Petrobras, mas que existem novas exigências e que há pontos de divergência que podem prejudicar o processo de desinvestimento, na avaliação da empresa.
“O que a gente quer é conseguir atender aos demais requisitos que eles estão solicitando. Alguns têm plena concordância e outros a gente quer ampliar a discussão porque podem afetar a competitividade do processo do ponto de vista negativo e isso é algo que a gente precisa tornar mais claro para eles”, avalia o executivo.
Entre 2015 e 2016, a companhia vendeu US$ 13,6 bilhões, sem conseguir cumprir a meta de US$ 15,1 bilhões estipulada para o perãodo e atribuiu o fato às ações movidas em Sergipe que, liminarmente, suspenderam o processo de venda da BR Distribuidora, além de outros ativos.
O executivo falou com a imprensa nesta quarta-feira (11/1).