A Petrobras vai desativar todas as plataformas de produção do campo de Marlim, na Bacia de Campos, e substituir pelas duas novas unidades do plano de revitalização do ativo. A medida faz parte da revisão do plano de desenvolvimento acordada e aprovada pela ANP no fim do ano passado. Os dois novos FPSOs que serão instalados na área terão capacidade para processar 100 mil b/d de petróleo.
Atualmente, a capacidade de processamento instalada nos campos é de 750,5 mil barris/dia, distribuída em sete plataformas de produção. Contudo, apenas um quarto dessa capacidade é ocupada com produção de petróleo.
Em 2015, Marlim produziu, em média, 184,8 mil barris/dia de petróleo e Voador, integrado ao campo, mais 1,8 mil barris/dia – Voador ficou inativo por 15 meses até ser reconectado no segundo trimestre do ano passado.
O problema é que para cada barril de petróleo produzido, os campos produzem quase um barril e meio de água. Em 2015, foram, em média, 256 mil barris/dia de água em Marlim (Voador, praticamente não produziu água), totalizando 440 barril/dia de petróleo e água.
Além da revisão dos planos de desenvolvimento, Marlim e Voador também estão com seu trabalho de renovação dos contratos de concessão em estado avanço. A ANP já definiu e publicou as exigências, que de modo geral, preveem novos investimentos para elevar o fator de recuperação dos ativos, gerir a produção de água e acessar novas porções dos reservatórios.
Pelo plano de desenvolvimento atual, a nova unidade de produção, Revitalização de Marlim I, começaria a produzir em 2019, contudo a previsão é que seja adiada para 2020. Não foi divulgado pela ANP, até o momento, o cronograma de desativação das plataformas atuais.
De acordo com dados atualizados até outubro (mais recentes) a produção média por poço em Marlim é de 3 mil b/d. Nos dez meses de 2015, a Petrobras operou no campo com 61 poços em média.
Por sinal, entre 2013 e 2014, Marlim recebeu investimentos da Petrobras em aumento no número de poços de produção, permitindo reverter momentaneamente a curva descendente de produção do campo. O pico foi em março deste ano, quando o campo chegou a ter 65 poços e voltou a produzir 200 mil barris/dia de petróleo.
Procurada, a Petrobras não emitiu nenhuma posição sobre a desativação das plataformas de Marlim até o fechamento desta matéria.