Do total de plataformas a serem descomissionadas, todas fixas, 26 estão em Sergipe, quatro no Rio Grande do Norte e nove no Ceará, e vão demandar investimento total de U$ 2,2 bilhões

A Petrobras vai iniciar o processo de descomissionamento das plataformas fixas instaladas em águas rasas nas bacias de Sergipe-Alagoas, Potiguar e Ceará, que começaram a produzir a partir da década de 60. Segundo o gerente executivo de Terra e Águas Rasas da Petrobras, Francisco Queiroz, são 39 plataformas no total, que vão consumir U$ 2,2 bilhões em todo o trabalho de descomissionamento.
A fase atual é de ajustes para iniciar o abandono de todos os poços, para depois retirar as unidades das locações. “Chamamos essa fase de devolução da licença social, aquela que nos foi dada pela sociedade no final dos anos 60, quando instalamos a primeira plataforma da Petrobras em frente a Aracaju. Agora que não tem mais produção economicamente viável, precisamos devolver essa licença”, afirmou Queiroz.
O descomissionamento em unidades fixas, diferentemente das flutuantes, é mais demorado. Inclui abandono e arrasamento de poços, retirada dos equipamentos da plataforma, para depois fazer o corte e retirada da unidade. Segundo Queiroz, o processo completo deve levar 10 anos.
“A unidade flutuante vai para um determinado estaleiro onde é feito o descomissionamento, já não tem mais nenhum poço conectado. Numa unidade fixa a árvore de natal fica na plataforma, na grande maioria delas, e é preciso tirar tudo isso antes”, disse ele.
São aproximadamente 260 poços a serem abandonados e 150 a serem arrasados. “Um conjunto de sondas vai fazendo o trabalho por partes, da forma mais segura e que não tenha nenhuma agressão ao meio ambiente”, explicou. A engenharia da Petrobras ainda vai avaliar como vai ser feito o processo de retirada das plataformas, que só começa depois do abandono dos poços. Por isso, Queiroz ainda não pode adiantar se o trabalho poderá ser realizado no Brasil.
Fonte: Revista Brasil Energia