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Clippings - 18/04/23

Petrobras vai investir US$ 5,2 bilhões em expansão da oferta de gás, diz Prates na Fiesp

O presidente da Petrobras, Jean Pau Prates, participou do Seminário Gás Brasileiro para a Reindustrialização do Brasil. Foto: Petrobras/Divulgação

O presidente da Petrobras, Jean Pau Prates, informou que a estatal vai investir US$ 5,2 bilhões para aumentar a oferta nacional de gás em até 55 milhões de m³/dia. O anúncio ocorreu na segunda-feira (17/04), durante Seminário Gás Brasileiro para a Reindustrialização do Brasil, realizado na Fiesp, em São Paulo.

O montante integra o Plano Estratégico 2023-2027, que prevê o desenvolvimento de novos campos e novas infraestruturas. As principais iniciativas são o Sergipe Águas Profundas (SEAP), com capacidade de 18 milhões de m³/dia; o BM-C-33, na Bacia de Campos, com capacidade de 16 milhões m³/dia; e o projeto integrado Rota 3, previsto para 2024, com até 21 milhões de m³/dia.

A expectativa é que a oferta brasileira aumente a partir de 2025, com a conclusão do Rota 3 e desenvolvimento de novas reservas pela petroleira. O gerente executivo de Reservatórios da Petrobras, Tiago da Rosa Homem, comentou que o melhor uso das técnicas de extração ajuda na otimização dos recursos energéticos no país e proporciona petróleo economicamente viável.

Reinjeção 

No ano passado, a estatal reinjetou cerca de 40% do gás natural para diminuir as emissões de CO2 e outros 40% para aumentar a produção de petróleo. Prates explicou que o gás de pré-sal tem grandes quantidades de gases poluentes e, por isso, uma parcela do volume é reinjetado nos campos.

“Essa captura de CO2 representa a maior operação desse tipo no mundo. Vamos manter as melhores práticas de sustentabilidade para a redução das emissões e descarbonização dos processos. O nosso dever é produzir petróleo e gás de forma eficiente e com o máximo de descarbonização”, comentou.

O restante da parcela é fruto de ausência de mercado consumidor (sistema Norte) e limitações temporárias de infraestrutura de escoamento, que será solucionada com a Rota 3.

Fonte: Revista Portos e Navios