A Petrobras vai investir US$ 54 bilhões em projetos no estado do Rio de Janeiro nos próximos cinco anos, segundo informação dada pelo presidente da companhia, Roberto Castello Branco, durante almoço realizado na última sexta-feira (9/8) na Associação Comercial do Rio de Janeiro. O capital será destinado às área de E&P e refinarias, com foco nos estados de São Paulo e Espírito Santo, além do Rio de Janeiro.
Do total de US$ 54 bilhões, cerca de US$ 20 bilhões serão destinados à Bacia de Campos. O valor será usado na compra de blocos exploratórios e parcerias com especialistas em recuperação de campos, para estabilizar o declínio. De acordo com o presidente, o Rio irá se beneficiar com a arrecadação obtida com a produção de petróleo.
“Eu falei, há alguns meses, para o governador [Wilson] Witzel que ele vai ser um xeique do petróleo, porque o Rio de Janeiro vai ser o terceiro maior produtor de petróleo das Américas. Em 2022, 2023, o Rio de Janeiro só vai perder dos Estados Unidos e do Canadá” afirmou Castello Branco.
Em relação ao crescimento das atividades no pré-sal, o presidente defendeu a entrada de empresas privadas na logística dos projetos. “Tem dinheiro da iniciativa privada para construir gasodutos. É um bom investimento em renda fixa, em um mundo de taxa de juros baixa, investimento seguro que rende em dólares” disse Castello Branco.
Comperj
Além da área de E&P, o presidente da companhia também informou que a Petrobras está investindo US$ 4 bilhões na retomada de parte das obras do Comperj, em Itaboraí (RJ). O dinheiro será usado na finalização da construção do gasoduto Rota 3, que ligará o pré-sal à costa; na Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) e na termelétrica movida a gás natural, que ainda está em processo de negociação.
Também na sexta-feira (9/8), a Petrobras assinou um termo de ajustamento de conduta no valor de R$ 814 milhões para encerrar quatro ações civis públicas que questionavam o cumprimento das condicionantes do licenciamento ambiental do Comperj. O acordo foi assinado com o Estado do Rio de Janeiro, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Gaspetro
Castello Branco também defendeu que a venda da participação restante da Petrobras na Gaspetro (51%) seja feita em blocos para a Mitsui, que detém 49% no ativo desde 2015. “Nós estamos discutindo com a Mitsui, e a tendência é essa mesma de vender por blocos” afirmou o presidente. O objetivo da Petrobras é vender toda a sua participação no ativo para a empresa japonesa.
Fonte: Revista Brasil Energia