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Clippings - 25/11/21

Petrobras vai investir US$ 68 bilhões até 2026

Pelo menos no que diz respeito aos investimentos previstos para o quinquênio 2022-2026, o Plano Estratégico da Petrobras deve agradar o mercado. Após anos de corte, o Conselho de Administração da petroleira aprovou, na quarta-feira (24/11), o montante de US$ 68 bilhões para os próximos cinco anos, o que representa aumento de 23,63% em relação à cifra do plano anterior, fixada em US$ 55 bilhões.

Dos US$ 68 bilhões, US$ 57 bilhões (83,82%) serão destinados ao segmento de E&P, sendo mais de US$ 38 bilhões (67%) alocados a ativos do pré-sal, que seguirão na mira de prioridade da companhia. 

A Petrobras investirá US$ 8,8 bilhões no segmento de E&P em 2022. O pico de investimentos na área ocorrerá em 2024, quando será desembolsada a cifra de US$ 13,4 bilhões.

O novo patamar de investimento assegurado à área de E&P representa um aumento de 23,37%. No Plano Estratégico 2021-2025, o segmento tinha reservado a cifra de US$ 46,2 bilhões.

Está prevista  a entrada em operação de 15 novas plataformas até 2026. Considerando os projetos já contratados e os editais em curso da P-80 (Búzios) e P-81 (Sergipe Águas Profundas), o plano atual contempla apenas um novo sistema ainda por licitar. Conforme esperado, a Petrobras confirma a estratégia de priorizar a contratação de unidades próprias, em substituição ao modelo de afretamento. 

Embora tenha liberado os indicadores principais na quarta-feira (24/1), os detalhes do Plano Estratégico 2022-2026 serão divulgados apenas na quinta-feira (25/11), durante webcast para analistas. A companhia manteve a premissa de resiliência da carteira de investimentos do E&P, com cenário de preço do barril do petróleo de US$ 35.

A Petrobras prevê fechar 2022 com produção de 2,7 milhões de boe/dia, sendo  2,1 milhões de barris de óleo – projeção menor que os 2,3 milhões de barris/dia previstos no plano anterior. A meta para 2026 é atingir a marca de 3,2 milhões de boe/dia.

A queda na meta de produção de 2022 é  atribuída ainda aos impactos da Covid-19. A pandemia provocou atrasos em algumas das obras de construção de suas unidades de produção, adiando o cronograma de primeiro óleo de alguns FPSOs, como o Guanabara (Mero 1) – originalmente programado para 2021 e postergado para 2022.

A partir de 2022, os campos localizados em águas profundas e ultraprofundas passarão a contribuir com 92% da produção total da Petrobras. A produção do pré-sal representará 79% do total da companhia no final de 2026

O primeiro Plano Estratégico da gestão de Joaquim Silva e Luna é centrado na visão de tornar a Petrobras a melhor empresa de energia na geração de valor, com foco em óleo e gás, sustentabilidade, segurança, respeito às pessoas e ao meio ambiente.

Fonte: Petrobras

No que diz respeito ao Refino, os investimentos no período 2022-2024 totalizarão US$ 6,1 bilhões, com grande parte sendo alocada à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), GasLub Itaboraí e Refinaria Abreu e Lima (Rnest).

O terceiro maior investimento da companhia será alocado à área de sustentabilidade, com foco na redução e mitigação de emissões. A petroleira desembolsará US$ 2,8 bilhões, montante que envolverá investimentos em eficiência operacional incorporados nos projetos para mitigação das emissões (escopos 1 e 2), bioprodutos (diesel renovável e bioquerosene de aviação) e Pesquisa & Desenvolvimento, permitindo atingir a neutralidade das emissões de gases de efeito estufa das operações sob seu controle.

No que diz respeito à busca por soluções de descarbonização, a área de Transformação Digital e Inovação investirá US$ 1,6 bilhão nos próximos cincos anos.

Já a área de Logística & Comercialização terá reservado o montante de US$ 1,8 bilhão, enquanto para o segmento de Gás & Energia a cifra será de US$ 1 bilhão, prevendo a conclusão da Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí, com entrada em operação prevista para 2022.

Seguindo a diretriz dos anos anteriores, o PE 2022-2026 da Petrobras mantém a meta de gestão ativa de portfólio. A projeção é de desinvestimentos da ordem de US$ 15 bilhões a  US$ 25 bilhões no período. 

Fonte: Revista Brasil Energia