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Clippings - 28/09/15

Petroleira já demonstrou interesse no Rota 4

Pelo menos uma companhia independente da Bacia de Santos, que não é a Petrobras, já demonstrou interesse em escoar a produção pelo Rota 4, gasoduto que levará gás para o estado de São Paulo. A informação foi divulgada por Carlos Zanardo, gerente de projetos da Cosan, companhia responsável pelo projeto, durante a Rio Pipeline 2015.

O licenciamento do projeto deve durar cerca de dois anos e as obras, cerca de 40 meses. De acordo com os estudos prévios, o gasoduto custaria entre US$ 2 e 3 bilhões, considerando o dólar a R$ 2,4. O projeto contará com uma estação de recompressão intermediária e utilizará dutos de 24 polegadas. A capacidade total será de 15 milhões de m³/dia, sendo 1 milhão de m³/dia de gás líquido.

Um dos campos que terá a produção escoada pelo duto já está em fase de negociação. O executivo informou que a Cosan já vem conversando com outros produtores da área, alguns deles, parceiros da petroleira brasileira. O gás a ser escoado deverá ser negociado com cada concessionário, de acordo com o seu percentual de participação nas áreas.

O executivo afirmou também que a baixa do barril está impactando as negociações. “Esse é um processo complexo, tem unitização, tem o preço do óleo… Tudo isso de alguma forma afeta o processo de implementação. A ideia é ter à mão o licenciamento técnico, para, quando tiver um cenário adequado, fazer o duto dar certo. Antes estávamos visando 2020, agora 2021, mas as coisas vão se adequando à medida em que as coisas acontecem do lado de E&P”, explica Zanardo.

O objetivo é que o Rota 4 seja capaz de transportar gás de três áreas da bacia. Atualmente, o projeto está na fase de licenciamento ambiental e já teve o Termo de Referência protocolado no Ibama. Em seguida, a expectativa é iniciar os estudos de impacto ambiental.

Além da Petrobras, BG, Petrogal, Repsol Sinopec, Barra Energia, Queiroz Galvão, Shell, Total, CNOOC e CNPC são concessionárias na Bacia de Santos.