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Clippings - 09/08/13

Petroleira OGX anuncia queda de 40% na produção de óleo e gás em julho

A OGX, petroleira do grupo de Eike Batista, anunciou on­tem que a produção de óleo e gás de julho registrou queda de 40,4% em relação ao mês anterior, atingindo a média de 13,7 mil barris. No campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, o tombo foi de 90,7%.

O campo, que chegou a ser apresentado como a principal aposta da companhia, com estimativa de reserva de 110 milhões de barris, produziu apenas 900 barris de óleo equivalente (asso­ciado ao gás) por dia. No mês an­terior, Tubarão Azul já havia de­cepcionado, com produção de mil barris/dia.

No início de julho, a OGX surpreendeu o mercado com a in­formação de que não dispunha de tecnologia capaz de viabili­zar investimentos adicionais no campo de Tubarão Azul e que os três poços em operação poderiam cessar a produção já no ano que vem.

Ontem, pouco antes de registrar na Comissão de Valores Mo­biliários (CVM) o relatório de produção, a OGX fez outro co­municado ao mercado, esclare­cendo declarações de Eike Batis­ta em artigo recentemente pu­blicado na imprensa.

No longo texto, o empresário justificava as expectativas fei­tas por ele e que animaram in­vestidores a injetar bilhões na petroleira. Eunão investi na indústria do petróleo sem me cer­car daqueles que eu e o merca­do entendíamos estar entre os mais capacitados profissionais com que se podia contar, dis­se, argumentando que prognós­ticos de certificadoras, como a DeGolyer & MacNaughton (D&M),haviam atestado que a OGX possuiria recursos aproxi­mados de 10,8 bilhões de barris de petróleo equivalente (incluí­dos recursos contingenciais e prospectivos).

Metodologia. Ontem, no escla­recimento ao mercado, a OGX novamente fez referência aos contratos para auditoria dos seus recursos com renomadas certificadoras. E alegou que o volume de reservas anunciado pelo executivo decorreu de um cálculo pouco utilizado na in­dústria de petróleo: a soma dos recursos potenciais, prospecti­vos e contingentes. A somadas quantidades dessas diversas categorias foi feita pelo então diretor-geral e de Exploração da Companhia em 2011, a título ilustrativo, diz o texto do co­municado, sem citar o nome de Paulo Mendonça, o executivo que ocupava o cargo na ocasião.

No comunicado, a empresa deixou claro que o volume de re­servas não foi o atestado final da certificadora. A declaração do sr. Eike Batista na imprensa recentemente, na qual fez referên­cia à quantidade de 10,8 bi boe, foi baseada exclusivamente nas informações que recebeu do re­ferido diretor-geral e de Exploração da Companhia e não em afir­mação constante de relatório de qualquer certificadora contrata­da pela companhia.

No próximo dia 14, a OGX divulga seu balanço operacional e financeiro relativo ao segundo trimestre. Estava programada para o dia seguinte a teleconfe­rência de praxe entre os executi­vos da companhia e analistas de

mercado financeiro, além de jornalistas. O evento foi cancela­do, como confirmou a Assessoria de Imprensa.

Outra empresa do Grupo EBX, a CCX, de produção de car­vão, também confirmou que não fará teleconferência sobre os resultados do segundo tri­mestre. A empresa divulga seu balanço no dia 14.

CRONOLOGIA

Janeiro de 2012 Início

OGX inicia produção de óleo na Bacia de Campos

Junho de 2012 Pouco óleo

Produção no campo Tubarão Azul fica abaixo do esperado

Março de 2013 Ações

Atrasos no plano de explora­ção de Tubarão Azul e corte nas previsões de produção afetam ações da OGX

Julho de 2013 Sem tecnologia

Empresa diz que não existe tecnologia para viabilizar a produção em alguns cam­pos

• Cotação

R$ 0,59

era o preço de uma ação da OGX no pregão de ontem da BM&FBovespa. Os dados que apontaram queda na produção foram divulgados depois do fe­chamento do mercado