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Clippings - 30/05/14

Petroleira quer reduzir custos de Tubarão Martelo

A Óleo e Gás Participações (OGPar) planeja rever o plano de investimentos de seu principal ativo operacional no momento, o campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos. O objetivo da empresa é reduzir os custos de investimento no projeto.

“O investimento em Tubarão Martelo é relevante. É muito alto e estamos justamente procurando fazer uma revisão para conseguir o mesmo resultado de receita com um capex menor. É uma das nossas prioridades após a aprovação do plano [de recuperação]”, afirmou o diretor-presidente da OGPar, Paulo Narcélio.

Uma iniciativa nesse sentido já foi tomada. A companhia renegociou, com a coligada OSX, empresa de construção naval do grupo EBX, os contratos de afretamento das plataformas de produção e armazenamento de petróleo e gás natural [FPSO] OSX-3 e OSX-1, que operam, respectivamente, nos campos de Tubarão Martelo e Tubarão Azul.

A OGPar pagará uma taxa diária de US$ 250 mil pelo afretamernto da OSX-3 e de US$ 35 mil pelo aluguel da OSX-1. O valor anterior do contrato de aluguel diário da plataforma de Tubarão Azul era de US$ 400 mil. “Já negociamos [os valores], mas não formalizamos ainda o acordo, disse Narcélio, acrescentando que os contratos serão assinados em “breve”.

Em Tubarão Martelo, a OGPar está produzindo cerca de 10 mil barris/dia de petróleo, a partir de dois poços. A companhia planeja conectar mais dois poços produtores à plataforma no terceiro trimestre, o que elevará a produção no local para 17 mil barris/dia.

Em Tubarão Azul, a produção é da ordem de 4 mil barris ao dia. “Tubarão Azul é um campo que a gente sabe que não vai produzir por um prazo muito longo. Esperamos já no terceiro trimestre dar uma indicação muito firme de até quando vamos produzir lá”, afirmou Narcélio. “Existe um ponto de inflexão. Quando a pressão [no reservatório] cai, não há alternativa que não seja abandonar o campo”, completou.

A petroleira já apresentou um plano à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que prevê a desativação do campo até o fim do ano. A autarquia, porém, ainda não se posicionou sobre o assunto.

A companhia também está negociando a venda da terceira carga de petróleo de Tubarão Martelo, provavelmente para a Europa.

Nos planos da OGPar também estão o aumento do volume de investimentos previstos para 2014 no bloco BS-4, na Bacia de Santos, inicialmente de US$ 200 milhões. A estimativa se deve a uma decisão do consórcio – formado por OGpar (40%), Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP, operadora com 30%) e Barra Energia (30%) – de acelerar a produção na região, onde estão localizados os campos de Atlanta e Oliva. Segundo Narcélio, a companhia está em dia com todas as chamadas de investimentos feitas pelo operador do bloco.

Com relação à venda da participação na Parnaíba Gás Natural (PGN, antiga OGX Maranhão), empresa que explora óleo e gás na Bacia do Parnaíba, para o fundo Cambuhy, da família Moreira Salles, a OGPar espera receber os R$ 200 milhões pelo negócio apenas após a homologação do plano de recuperação judicial.

A OGPar mantém a intenção de recorrer em arbitragem internacional contra a petroleira malaia Petronas, pelo rompimento do contrato de compra de 40% de participação nos blocos BM-C-39 e BM-C-40, onde está Tubarão Martelo, por US$ 850 milhões. “A Petronas foi o que causou o nosso pedido de recuperação”, disse Narcélio.

Sobre o compromisso firmado por Eike Batista de injetar US$ 1 bilhão na OGPar, Narcélio explicou que a nova versão do plano de recuperação, divulgada na última semana, esclareceu que os credores não podem exigir o exercício da opção. No entanto, foi incluído um parágrafo antes dessa determinação registrando que a empresa adotará procedimentos internos para deliberar sobre o assunto. Na versão anterior do plano, não estava claro se haveria um estudo por parte da gestão atual da empresa sobre o exercício da opção contra Eike.