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Clippings - 15/05/23

Petroleiras buscam aumentar recuperação das jazidas antes do net zero

FPSO Bravo (Créditos: PRIO)

Em transição para uma indústria de energia, as petroleiras estão cada vez mais envolvidas com técnicas que aumentem a produtividade e a recuperação de campos de petróleo. De olho nas metas do Acordo de Paris, empresas veem no aumento do fator de recuperação uma saída para produzir mais no curto e médio prazos, sem realizar investimentos gigantescos que não poderão ser amortizados por falta de tempo hábil. O planeta corre para zerar as emissões de carbono, com compromissos de fazê-lo em 2050.

Petrobras, que bem antes do declínio da produção de petróleo na Bacia de Campos adotou programas de recuperação justamente para prolongar a vida útil desses campos, já colhe os resultados. Com os projetos aprovados nos últimos anos para o campo de Roncador, operado em parceria com a Equinor, dezenas de novos poços serão implantados.

“Outras oportunidades devem surgir, pois foi realizada uma sísmica 4D no campo em 2022, além da previsão de aprovação de outras duas campanhas para os próximos anos e um poço de aquisição de dados de reservatórios, com objetivo nos carbonatos do Albiano e do Pré-sal”, revelou a estatal à reportagem.

Equinor, por sua vez, se comprometeu com a criação de valor a longo prazo, com a ambição de ser uma empresa net-zero até 2050. “A estratégia da companhia é combinar uma produção de petróleo e gás eficiente em termos de redução de emissões de carbono com uma expansão em renováveis e liderança em novas tecnologias e cadeias de valor de baixo carbono”, afirmou a companhia norueguesa.

PRIO também contou à Brasil Energia um pouco de sua experiência com tecnologias de aumento de recuperação, criando valor e aumentando a vida útil de campos de petróleo. Um exemplo pode ser visto no Projeto Fênix, que interligou os campos de Polvo e Tubarão Martelo.

“A validação técnica, os desafios tecnológicos e a mobilização de recursos para fazer essa conexão não são triviais e foram inéditos em águas brasileiras. O sucesso e os resultados positivos nos motivaram a alçar um sonho ainda mais alto e colocar em prática o projeto de interligar os campos de Frade e Wahoo para produção pelo FPSO já existente no campo, sendo esse o primeiro subsea tieback realizado por aqui, com o primeiro óleo previsto para 2024”, afirmou o diretor de Operações da PRIO, Francilmar Fernandes.

Esses são apenas alguns dos exemplos das tecnologias de Recuperação Avançada de Óleo (EOR, na sigla em inglês) e dos campos onde esses equipamentos estão sendo utilizados.

Veja, na reportagem completa que será publicada na próxima edição da e-revista Brasil Energia, outros projetos com produção em declínio que utilizam essas técnicas para aumentar a vida útil e a produção dos ativos (como é o caso de Marlim, operado pela Petrobras, e Peregrino, pela Equinor), assim como o detalhamento das ferramentas e dos programas da estatal em curso e em estudo.

Fonte: Revista Brasil Energia