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Clippings - 26/11/09

Petroleiras estrangeiras deverão deixar o Brasil em pleno perãodo pré-sal

Pelo menos três petroleiras estrangeiras estariam se preparando para deixar o Brasil: a italiana Eni e as norte-americanas Devon e Amerada-Hess. Entre as razões oficiais para a debandada estão o novo patamar de preço do petróleo mais barato em relação ao perãodo pré-crise e a contração da economia mundial. Mas a interrupção dos leilões de petróleo no País também pode ter influenciado as matrizes dessas empresas no exterior, segundo especialista ouvido pelo iG.

A Eni comunicou a funcionários a intenção de finalizar atividades no País assim que cumprir alguns prazos exploratórios firmados junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Oficialmente, a empresa não nega a informação, mas ainda não confirma. A companhia possui blocos na bacia de Santos e na bacia de Camamu-Almada, na Bahia.

A companhia Devon confirmou que vai vender seus ativos no Brasil. A matriz norte-americana informou recentemente que vai se desfazer de seus ativos fora da América do Norte, o que inclui os dez blocos de petróleo e gás que possui no Brasil. A empresa declarou ao iG que a decisão se deve à queda do preço do gás natural nos Estados Unidos, e não à mudança na lei do petróleo, em discussão no Congresso Nacional.

Uma fonte afirmou ao iG que as norte-americanas Amerada Hess e El Paso também avaliam deixar o Brasil. A Hess no Brasil não foi localizada pela reportagem ? é aguardada uma resposta da matriz em Nova York, por e-mail. A empresa possui uma parte do único bloco do pólo do pré-sal que não é operado pela Petrobras. .

A petroleira norte-americana Hess Corporation confirmou, em julho deste ano, que resultou seco o poço que vinha sendo perfurado no bloco BM-S-22, na Bacia de Santos. Este foi o primeiro poço perfurado no pré-sal de Santos que não encontra um reservatório de petróleo. Até então 100% de todos os outros poços haviam se deparado com reservas de óleo. A Amerada Hess possui 40% da concessão do BM-S-22, que é operado pela Exxon, com 40%. Este é o único bloco na área do polo de Tupi em que a Petrobras não é a operadora. A estatal participa com 20%. Uma parte do BM-S-22, da Exxon Móbil, portanto, estaria sendo negociada, segundo a fonte. A El Paso nega que esteja se desfazendo de ativos no Brasil. A empresa possui 14 concessões espalhadas pelo Espírito Santo, Bahia e Rio Grande do Norte. A assessoria de imprensa afirma que a empresa continua investindo no Brasil.