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Clippings - 20/03/18

Petroleiras miram indústria fornecedora

A necessidade de se reconstruir e revitalizar a cadeia de suprimento de bens e serviços para o setor petróleo no Brasil dominou os debates de evento promovido nesta segunda-feira (20/3) pelo IBP, como aquecimento da Rio Oil & Gas 2018.

O presidente da BP no Brasil, Adriano Bastos, ressaltou a importância de se reconstruir a cadeia de fornecedores no Brasil. Segundo ele, com a crise do petróleo e do país, muitos segmentos desapareceram no país – não citou nenhum especificamente – além de o país ter perdido muita mão de obra qualificada para o exterior.

Para o vice-presidente de Supply Chain da Statoil no Brasil, Mauro Fernandes, um segmento em especial, embora não tenha desaparecido, precisa de atenção. Segundo ele, a área de SURF (subsea, umbilicais, risers e flowlines), embora tenha produção local competitiva no Brasil, está sobrevivendo com margens pequenas e baixa utilização das fábricas. “É desse segmento que eu vou tirar a maior parte do conteúdo local requerido  daqui a três anos quando eu for ao mercado comprar. Se esse setor desaparecer no Brasil, a gente vai ter um problema”, alertou.

Além do segmento de SURF, Fernandes disse é necessário selecionar outros dois a três setores chaves na cadeia de fornecedores que podem ser competitivos de forma global para priorizar no país. “Você tem uma grande escala de projetos, então você pode escolher alguns setores e priorizar”, disse.

O executivo vê ainda acontecendo em breve mudanças nos modelos de contratação das petroleiras. Ele citou como exemplo barcos de apoio e transporte aéreo. No futuro, acredita, em vez de contratar o transporte aéreo, as petroleiras vão alugar um espaço nas aeronaves. O mesmo valeria para os barcos de apoio, citando como exemplo um (ainda) fictício Uber do barco de apoio.

O secretário geral do IBP, Milton Costa,  acrescentou que a transformação pela qual a indústria de petróleo vem passando nos últimos anos vai transformá-la de uma indústria de capex – focada nos grandes investimentos – para uma de opex – focada nos gastos com contratação de serviços diversos.

Gás

Mauro Fernandes também falou da importância de se criar um mercado robusto de gás no Brasil para a sobrevivência da indústria do petróleo. Ele alertou também para as previsões de pico de demanda por líquidos em algumas décadas, que cria um desafio de como monetizar as reservas do Brasil.

 

Fonte: Revista Portos e Navios