
17 companhias se tornaram signatárias fundadoras do framework global Sea Cargo Charter
A Shell, Total, Equinor e Occidental fazem parte do grupo de 17 companhias dos setores de agricultura, mineração, comércio de commodities e energia signatárias do Sea Cargo Charter. Lançado na quarta-feira (7/10), o Sea Cargo Charter é um framework global que permite a integração de considerações climáticas nas decisões de afretamento.
As empresas signatárias se comprometem a medir emissões de suas atividades de afretamento e reportar publicamente como as suas atividades se alinham às metas de descarbonização da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês).
Nos termos do framework, as signatárias devem calcular anualmente o total e a intensidade de emissões de gases do efeito estufa em suas atividades de afretamento, além de avaliar a intensidade de carbono ante trajetórias estabelecidas de descarbonização, com base na metodologia do Sea Cargo Charter.
Para a avaliação, as empresas utilizarão exclusivamente tipos e fontes de dados e provedores de serviços identificados na orientação técnica do framework. Além disso, devem incluir em seus contratos uma cláusula recomendada para garantir acesso a dados de alta qualidade relativos às emissões por embarcações afretadas.
As pontuações de alinhamento climático das atividades de afretamento elegíveis dos signatários serão publicadas anualmente.
Estima-se que a indústria internacional de navegação seja responsável por 2% a 3% das emissões de gases do efeito estufa no mundo. O embarque de petróleo bruto, carvão, minério de ferro, grãos e outras commodities a granel representam mais de 80% do comércio marítimo global.
Em 1º de janeiro deste ano, entrou em vigor a regulamentação da IMO que determina que todo combustível para embarcações comercializado em mais de 170 países deve possuir teor de 0,5% de enxofre, reduzindo as emissões de óxido de enxofre por navios em 77%. A organização pretende ainda reduzir as emissões totais de gases do efeito estufa pela indústria de navegação internacional em pelo menos 50% dos níveis de 2008 até 2050.
Fonte: Revista Brasil Energia