Petroleiros mantêm greve e protestos contra leilão
Categoria rejeita nova oferta de reajuste de 8% feita pela Petrobras
Roberta Scrivano
Em assembleias realizadas ontem à noite, petroleiros decidiram manter a greve por tempo indeterminado e prometem novas ações para tentar anular o leilão da área de Libra. A categoria rejeitou por unanimidade a nova oferta feita pela Petrobras, de reajuste de 8% nos salários, equivalente a um aumento real de 1,8%. Os petroleiros pedem 12,86% — ou 5% de aumento real.
De acordo com Vereníssimo Barçante, coordenador do Sindicato Unificado de São Paulo e representante da Federação Unificada dos Petroleiros (FUP), 95% dos empregados da Petrobras em todo o país estão de braços cruzados.
— A partir de hoje (ontem), os trabalhadores do Ceará aderem à greve. Era o único estado que faltava. Estamos mais fortes e ficaremos cada vez mais; Nos sentimos traídos pelo governo por causa da realização do leilão — disse Barçante.
Segundo a FUP, na Bacia de Campos há 42 plataformas em greve. Em São Paulo, as quatro refinarias da estatal estão funcionando apenas com um esquema de contingência. Na Bahia, a produção de seis campos terrestres e de outros 22 poços do Ativo Norte também foi suspensa.
No Rio Grande do Norte, 21 plataformas marítimas, além de campos terrestres, estão paralisadas. No Espírito Santo, a greve atinge a estação Fazenda Alegre e SM-8. As refinarias de Duque de Caxias, Manaus, Mataripe (BA), Gabriel Passos (MG), Paraná, Alberto Pasqualine (RS) e Abreu e lima (Pernambuco) operam em esquema de contingência.