A cotação do petróleo atingiu novos mínimos na última sessão. O barril de crude transacionado em Nova Iorque caiu abaixo dos 35 dólares por barril pela primeira vez desde 18 de Fevereiro de 2009, ao recuar 3,1% até aos 34,53 dólares. Já o ‘brent’ negociado em Londres renovou mínimos de 24 de Dezembro de 2008 ao cair 4,22% até aos 36,33 dólares por barril.
Os novos mínimos aconteceram num contexto de excesso de oferta da matéria-prima, e após declarações do vice-ministro do petróleo do Irão, Amir Hossein Zamaninia, que afirmou que “não há qualquer hipótese” do país atrasar o seu plano para aumentar os envios da matéria-prima, mesmo que os preços caiam.
Os investidores mostraram assim preocupação relativamente ao impacto de um agravamento do excedente de petróleo sobre as cotações, tendo em conta que o Irão deverá ver levantadas as sanções económicas no início de 2016 e inundar o mercado com mais matéria-prima. De acordo com a Bloomberg, o Irão estará a preparar-se para apresentar contratos de fornecimento de gás natural e de petróleo a clientes, sendo que dados compilados pela agência mostram que o país terá produzido em Novembro 2,8 milhões de barris.
Os receios em relação ao futuro rumo dos preços levaram ainda os ‘hedge-funds’ a aumentar as suas apostas na queda do petróleo para máximos de sempre. Isto depois de na semana passada, a ‘commodity’ ter desvalorizado quase 11%, naquele que foi o pior registo semanal em um ano. Uma quebra que aconteceu depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter abandonado o tecto de produção de petróleo para defender a sua quota de mercado. Na sexta-feira passada, a Agência Internacional de Energia escreveu ainda no seu relatório mensal esperar que o excesso de oferta de “ouro negro” se prolongue até ao final de 2016.
Já final do dia de ontem, o petróleo inverteu para ganhos, o que foi atribuído à reposição de algumas posições dos ‘hedge-funds’. O crude avançava 1,45%, para os 36,14 dólares, enquanto o ‘brent’ somava 0,61%, para os 38,16 dólares.
Fonte: Económico (Portugal)