Numa era em que o boom petrolífero americano ganha força em Estados sem mar, como Dakota do Norte e Oklahoma, algumas empresas ainda estão investindo bilhões de dólares para descobrir petróleo nas águas mais profundas do Golfo do México.
Cerca de 600 operários de um estaleiro de Corpus Christi, no litoral do Texas, estão construindo estruturas de aço de três andares para uma estação marítima da Chevron Corp. a muitos quilômetros da costa, numa área que os geólogos consideram promissora, mas de onde até hoje quase não se extraiu petróleo.
O alvo da Chevron chama-se terciário inferior, a formação geológica que é para muitos a última fronteira do Golfo. O núcleo dela está milhares de metros abaixo do nível do mar, a centenas de quilômetros da costa.
Os campos de petróleo do terciário inferior ainda não foram totalmente decifrados pelos geólogos, mas a Chevron está investindo US$ 7,5 bilhões só para começar a explorar duas das suas primeiras descobertas na área, os campos de Jack e St. Malo. A companhia espera instalar lá uma plataforma com capacidade para produzir 177.000 barris de petróleo e gás natural por dia, capaz de gerar por décadas uma receita anual de bilhões de dólares.