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Clippings - 21/12/15

Petróleo mundial mantém produção alta e preços em queda

Na última reunião da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), a entidade estabeleceu um teto de 31,5 milhões de barris por dia para a exportação de petróleo, um volume atualizado a partir da estimativa mais recente de produção do combustível. O número representa uma revisão à estimativa anterior de 30 milhões de barris, uma vez que esta não contemplava a produção da Indonésia, afastada da OPEP durante sete anos, de acordo com informativo da Bloomberg.

A Arábia Saudita, maior produtor da OPEP e responsável pelas políticas da entidade, vinha lutando contra os cortes estimados para a produção, a menos que houvesse cooperação por parte de países não pertencentes ao grupo. Com a nova estimativa, o grupo agora precisa se preparar para o aumento nos embarques a partir do Irí, quando as sanções internacionais forem liberadas. Nos últimos 18 meses, a OPEP registrou uma produção acima da meta de 30 milhões de barris diários, chegando a 31,4 milhões.

O Ministro iraniano responsável pela produção de petróleo, Bijan Namdar Zanganeh, disse, em encontro realizado em Viena na última semana, que não iria aceitar nenhum tipo de medida para refrear a produção, até que se restabelecessem as metas para um milhão de barris por dia.
O pedido para redução partiu da Venezuela, cujas reservas monetárias estão no nível mais baixo dos últimos 12 anos, e teve apoio do Equador.

As reservas globais de petróleo subiram ao ponto de bater recordes, à medida que a Arábia Saudita, a Rússia e o Iraque aumentaram a oferta, de acordo com relatório de novembro divulgado pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). A superoferta já chega a 2 mil barris por dia, declarou Zanganeh à Bloomberg, contabilizando um excedente de 2% disponível no mercado.

Porém, como a OPEP decidiu não aplicar cortes à produção, novamente haverá impactos no setor petroleiro, de acordo com o agente de cargas EA Gibson. As exportações a partir do Oriente médio estão fortes e vão continuar a abastecer o mercado de navios petroleiros. Além disso, a antecipação do retorno do Irí ao mercado internacional que já se encontra superabastecido vai causar um incremento ainda maior na oferta da indústria petroleira, acirrando a competição com a frota da NITC, além de gerar atrasos por conta do aumento das operações de armazenagem, carga e descarga.

A discussão agora gira em torno de qual será a estratégia adotada para defender as reservas de mercado se os preços para o petróleo continuarem a cair dessa maneira. Reverter a estratégia atual significaria diminuir imediatamente o tráfego marítimo de petróleo. Porém ajudaria a reequilibrar os mercados, reduzindo o excesso de oferta e liberando espaço nas rotas de transportes. De acordo com Gibson, a política atual da OPEP foi bem recebida pelos armadores, no entanto o clamor geral por uma atitude de mercado na direção da redução de superprodução não pode ser ignorado.