
A Petronas vai utilizar o navio-sonda Valaris Renaissance (DS-15) na sua campanha exploratória na Bacia de Campos, que será executada em 2023. A petroleira malaia e a TotalEnergies acertaram a utilização da unidade dentro de uma janela operacional disponível no contrato de afretamento da petroleira francesa.
A informação sobre o acerto da utilização da sonda foi confirmada por fontes. O bid para contratação da unidade de perfuração vinha sendo conduzido pela equipe da Petronas na Malásia, mas como o processo não despertou muito interesse das empresas..
A petroleira opera os blocos C-M-661 e C-M-715, ambos arrematados na 16ª Rodada, em 2019, mas a tendência é de que a campanha seja voltada ao bloco C-M-661.
A Petronas e a TotalEnergies são parceiras no bloco C-M-541, onde a petroleira francesa finaliza a perfuração de um poço exploratório com o navio-sonda Valaris Renaissance (DS-15), após confirmar a descoberta de indícios na área. O C-M-661 e C-M-715 fazem fronteira com o bloco C-M-541, que também conta com a QPI Brasil.
De acordo com o compromisso assumido com a ANP, o prazo da Petrobras para cumprir o programa exploratório das duas áreas expira em 2026. A princípio, companhia irá perfurar apenas um poço, ainda que o resultado da TotalEnergies no bloco vizinho traga uma boa sinalização.
O navio-sonda Valaris Renaissance (DS-15) está afretado à TotalEnergies desde agosto de 2021. O contrato foi fechado pelo prazo de 400 dias, sendo que em abril a petroleira francesa assinou extensão por mais 100 dias. A sonda foi contratada para executar campanha no C-M-541 e no campo de Lapa, na Bacia de Santos.
O poço da Petronas deverá ser executado na etapa de extensão do contrato do navio-sonda Valaris Renaissance (DS-15).
Além dos três blocos da Bacia de Campos, a petroleira da Malásia possui ainda participação na área de Sépia, localizada na Bacia de Santos e arrematada em consórcio com a Petrobras, TotalEnergies e QP Brasil, no final de 2021, na 2ª Rodada dos volumes excedentes da cessão onerosa. O grupo detém também 50% de participação nos campos de Espadarte e Tartaruga Verde, ambos operados pela Petrobras.
Fonte: Revista Brasil Energia