O resultado da perfuração da TotalEnergies no bloco C-M-541 deve fazer com que a Petronas acelere o processo de contratação da sonda que ficará responsável pela sua campanha no Brasil. A expectativa é que a petroleira malaia possa concluir o afretamento entre o final do primeiro semestre e o início do segundo semestre.
A campanha de estreia da Petronas no Brasil, direcionada à Bacia de Campos, está programada para ocorrer em meados de 2023. A companhia ainda não bateu martelo se o primeiro poço exploratório será perfurado no C-M-661 ou C-M-715, mas a tendência é de que a campanha seja voltada ao bloco C-M-661 .
As duas áreas fazem fronteira com o bloco C-M-541, onde a TotalEnergies confirmou, em meados de maio, a descoberta de indícios. A Petronas possui participação no ativo, em parceria também com a QPI Brasil.
A Petronas aguardava o resultado da campanha da TotalEnergies para definir sua estratégia de perfuração para a Bacia de Campos. A tendência de aceleração do processo de contratação da sonda ocorre duas semanas após surgirem rumores sobre um possível cancelamento do bid e realização de um rebid.
O bid atual da Petronas visa afretar um navio-sonda para operação em lâmina d’água de 3,2 mil m. O escopo do serviço prevê a perfuração de um único poço, sendo que diante do resultado da TotalEnergies não será surpresa se a Petronas optar por perfurar mais um poço sequencial, ainda que, pelo prazo fixado pela ANP, a petroleira malaia tenha até 2026 para cumprir o compromisso mínimo de trabalho.
A contratação da unidade de perfuração está sendo conduzida pelo board da Malásia. O bid foi lançado no início do ano, enquanto a entrega de propostas foi realizada em fevereiro. Há cerca de um mês, surgiram rumores sobre o cancelamento da licitação, mas a Petronas desmentiu a informação através de comunicado oficial.
Os blocos C-M-661 e C-M-715 foram arrematados na 16ª Rodada, em 2019. A Petronas detém 100% de participação nas duas áreas. Além dos três blocos da Bacia de Campos, a companhia possui participação também na área de Sépia, na Bacia de Santos, arrematada em consórcio com a Petrobras, TotalEnergies e QP Brasil, no final de 2021, na 2ª Rodada dos volumes excedentes da cessão onerosa, detendo ainda 50% de participação nos campos de Tartaruga Verde e Espadarte, operados pela Petrobras.
Fonte: Revista Brasil Energia