
Com IPO precificado em R$ 14,75 por ação, a PetroReconcavo está prestes a se tornar a sexta companhia independente de E&P a ingressar na B3. Com expectativa de levantar R$ 1,2 bilhão (US$ 221 milhões), a petroleira passará a acompanhar, a partir de quarta-feira (5/5), a 3R, PetroRio, Eneva, Enauta e Dommo na bolsa de valores.
A entrada da PetroReconcavo na B3 demonstra que a venda de ativos maduros da Petrobras vem movimentando negócios não apenas na indústria brasileira de E&P, mas também no mercado de capitais. Em novembro de 2020, a 3R, outra companhia que aposta alto no desinvestimento do Petrobras, amealhou R$ 690 milhões.
O cenário atual contrasta com o do início da década anterior, quando o mercado de óleo e gás na B3 ficava restrito à Petrobras. Na visão de Ilan Arbetman, analista de Equity Research da Ativa Investimentos, um aspecto que beneficia as companhias independentes, além da venda de ativos da Petrobras, é o risco cada vez maior da estatal aos olhos dos investidores.
Para o executivo, a PetroReconcavo rivaliza diretamente com a 3R na B3, tendo em vista o perfil das companhias, que baseiam o seu modelo de negócios na revitalização de campos maduros adquiridos junto a Petrobras.
Ativos e produção
A PetroReconcavo possui 34 campos na Bacia Potiguar – todos operados com 100%, à exceção de Cardeal, Colibri, Sabiá da Mata e Sabiá Bico-de-Osso. No Recôncavo baiano, a petroleira está à espera do aval da ANP e da transferência das licenças ambientais pela Petrobras para concluir a transação de nove concessões terrestres que compõem o Polo Miranga e das 12 concessões terrestres que formam o Polo Remanso – ainda naquela região, a empresa detém os campos em produção de Acajá-burizinho, Juriti, Lagoa do Paulo, Lagoa do Paulo Norte e Lagoa do Paulo Sul.
De acordo com Boletim de Produção da ANP publicado em março, a PetroReconcavo produziu 7.990 boe/d – o valor é a soma da produção da Potiguar E&P e a Recôncavo E&P, que pertencem ao mesmo grupo.
Fonte: Revista Brasil Energia