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Clippings - 12/08/22

PetroReconcavo pretende perfurar 44 poços em 2022

Marcelo Magalhães, CEO da PetroReconcavo

A PetroReconcavo se prepara para expandir e diversificar sua carteira de sondas. Para alcançar a meta de 44 poços perfurados até o fim do ano, a companhia pretende empregar unidades capazes de atingir horizontes mais rasos, como os do complexo dos Sabiás, e reservas mais profundas, indo além da capacidade atual, disse o CEO Marcelo Magalhães.

No segundo trimestre de 2022, a PetroReconcavo perfurou 10 poços – todos no Ativo Potiguar. Do total, sete já estão em produção. No mesmo ativo, a petroleira realizou 40 operações de workover e completação, com foco em tight gás, e introduziu a segunda unidade de fraturamento. Já no Ativo Bahia, cujo foco está no Polo Miranga, foram realizadas 36 intervenções – quatro sondas estão dedicadas àquela área.

“Estamos em processo de trazer novas sondas e, sobretudo, diversificar nossa frota. Atualmente, nossas unidades são empregadas em profundidades de 500 m a 2.500 m. Os próximos equipamentos vão realizar perfurações mais eficientes em dois cenários distintos”, disse o CEO.

Polo Urucu, Polo Bahia Terra e outras aquisições

A PetroReconcavo estuda bidar para o Polo Urucu em parceria com outro player, disse Magalhães também na teleconferência. O executivo afirmou que a parceria feita com a Eneva para o Polo Bahia Terra, que está com a negociação parada na Justiça, estabeleceu uma relação muito grande entre as duas empresas, “o que nos leva a avaliar esse ativo em parceria”.

“Nós temos um plano de dar uma olhada mais profunda nesse ativo do que fizemos da última vez, seja isoladamente ou em parceria com outros players. O fato da gente ter bidado em Bahia Terra com a Eneva, com quem a gente tem estabelecido uma relação muito grande, nos leva a analisar esse ativo provavelmente em parceria. Urucu tem as características de um ativo onde uma parceria venha a agregar valor”, afirmou o CEO.

Marcelo completou dizendo que “está dependente do outro lado, que precisa colocar esse ativo no mercado”, mas acredita que, provavelmente, isso não irá acontecer ainda neste ano. Conforme publicado pelo PetróleoHoje em março deste ano, a Petrobras avalia o relançamento do teaser de desinvestimento do Polo Urucu, com a adoção de mudanças no escopo do processo de venda para tornar o pacote mais atrativo.

A tentativa da Petrobras de vender o polo se arrasta desde 2020. A Eneva, inclusive, fez uma proposta vinculante para o Polo Urucu em fevereiro de 2021, mas as negociações entre a companhia e a estatal foram encerradas em janeiro deste ano.

Sobre o Polo Bahia Terra, cuja judicialização do processo inclusive motivou a elaboração de uma carta por diversas entidades do setor, Magalhães afirmou que a PetroReconcavo “está trabalhando com a melhor assessoria jurídica possível”, e que está otimista que a situação se resolverá. O ativo foi bidado pelo consórcio formado por PetroReconcavo (60%) e Eneva (40%), mas uma ação movida pela Aguila Energia (concorrente no processo de compra) paralisou a venda em junho deste ano.

A PetroReconcavo também anunciou, na conferência, que está estruturando uma área de M&A (sigla em inglês para fusões e aquisições) dentro da empresa para tratar desses processos de compra e venda de ativos, e que não descarta aquisições em águas rasas e/ou em oportunidades fora do país.

Essas aquisições estariam, no entanto, fora do core business da companhia, que é a revitalização de ativos de produção em bacias maduras onshore, “mas, se entendermos que é uma oportunidade, estamos nos preparando para isso”, segundo Marcelo. A aquisição de ativos exploratórios em locais próximos dos ativos já operados pela companhia também faz parte desta equação.

Resultados

A PetroReconcavo registrou receita líquida de R$ 691 milhões no 2T22, um aumento de 177% em comparação com o 2T21. Já o primeiro semestre de 2022 apresentou um crescimento de 182% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que equivale a um valor acumulado de R$ 1.4 bilhão. A posição de caixa da companhia está estabelecida em R$ 1.727 bilhão.

Nos próximos três anos, a PetroReconcavo terá que desembolsar US$ 220 milhões à Petrobras, em função das aquisições dos polos Remanso, Miranga e Riacho da Forquilha.

A produção média do trimestre foi de 20.528 barris de óleo equivalente por dia (boe/d), aumento de 6% em relação ao 1T22. O custo médio de produção por boe, contudo, aumentou de US$ 13,08 no 1T22 para US$ 13,88 no 2T22. Dentre as razões apontadas pelo acréscimo estão as pressões inflacionárias, especialmente em serviços e materiais, e o efeito da apreciação do dólar frente ao real.

A empresa obteve, junto à ANP, a aprovação de cinco pedidos de extensão de concessões, sendo quatro com redução de royalties sobre a produção incremental, com prazos que vão de 2034 a 2052

Ativos

O Grupo PetroReconcavo é formado pela Potiguar E&P e a Recôncavo E&P, com foco na revitalização e aumento no fator de recuperação de campos maduros onshore. A Potiguar E&P opera 32 concessões na Bacia Potiguar, e possui participação em duas concessões não operadas. Já a PetroReconcavo opera 12 campos na Bacia do Recôncavo (Polo Remanso), enquanto a Recôncavo E&P possui cinco concessões próprias na mesma bacia, chamadas Acajá-burizinho, Juriti, Lagoa do Paulo, Lagoa do Paulo Norte e Lagoa do Paulo Sul.

Nos próximos quatro anos, a produção esperada pela companhia é de 32 mil barris de boe/d.

Fonte: Brasil Energia