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Clippings - 13/02/17

PetroRio buscará parceiro para ativos na Foz do Amazonas

A PetroRio buscará um parceiro para dividir as concessões FZA-M-254 e FZA-M-539, na Foz do Amazonas, que passará a operar com 100% da concessão após a compra da Brasoil. Nesta sexta-feira (10/2), a petroleira anunciou que comprará integralmente a Brasoil após negociações com investidores da petroleira.

Anteriormente, a PetroRio havia anunciado acordos para aquisição das participações detidas pelo Fundo Brascan de Petróleo, Gás e Energia e pela Goldman Sachs & Co na Brasoil, com os quais passaria a deter 52,4% da companhia.

De acordo com Blener Mayhew, diretor Financeiro de Novos Negócios da PetroRio, a estratégia da companhia na Foz do Amazonas agora será esperar a petroleira francesa Total perfurar nas áreas vizinhas para que os blocos se valorizem e seja mais fácil atrair parceiros para as áreas. A previsão é que a Total inicie os poços ainda em 2017.

“Não está no nosso planejamento fazer perfuração. Vamos esperar a Total perfurar e aí atrair um parceiro, mas não estamos conversando com ninguém ainda”, explica Mayhew.

Um dos blocos adquiridos pela PetroRio, o FZA-M-254, já conta com a descoberta de Pirapema, um poço perfurado em 1976 pela Petrobras a 240 km da costa do Amapá, com 109 m de gás pay. A Brasoil estima uma reserva potencial de 18 bilhões de m³ cúbicos de gás na área.

Já em Manati, na Bacia de Camamu, a estratégia da PetroRio será buscar oportunidades para aumento de participação. Após a conclusão da fusão, a companhia passará a deter 10% da área, operada pela Petrobras (35%) em parceria com a Geopark (10%) e a QGEP (45%).

“Temos interesse em aumentar a participação em Manati. A área tem mais três sócios, então se um deles estiver interessado em vender vamos analisar”, afirmou o diretor.

Apesar de hoje Manati estar produzindo abaixo de sua capacidade, com uma extração média de 4,2 mil m³/dia em dezembro, a PetroRio acredita que uma das vantagens da área é o contrato de venda do gás na área no modelo “take or pay” com a Petrobras, que garante um pagamento mínimo independentemente da produção do ativo. Além disso, já há planos para continuar com a produção na região mesmo após o declínio da produção.

“Por volta de 2022, quando Manati estiver em declínio, faz sentido entrar numa composição e negociar com a Ouro Preto a conexão do campo de Camarão Norte ao sistema. Atualmente, apenas Manati despacha gás na região, pois não há demanda para os dois campos, então isso só fará sentido quando o campo estiver em declínio, pois Camarão Norte entraria para suprir a queda”, detalhou o diretor.

A expectativa é que a aquisição da Brasoil aumente o faturamento da PetroRio em 30%. Blenner explica que a negociação também poderá melhorar a nota de crédito da empresa, já que a companhia deixará de depender apenas da produção de um campo.

“Com o gás, diminuímos os riscos dos preços do petróleo e do dólar e trazemos mais um ativo produtor e gerador de caixa”, explica Blenner.

A PetroRio também opera o campo de Polvo, na Bacia de Campos, que produziu em dezembro 8,8 mil barris/dia de óleo e 25,8 mil m³/dia de gás. A empresa tem 10% de participação nos blocos ES-T-400, na Bacia do Espírito Santo, e REC-T-158, no Recôncavo. No momento, a petroleira segue em busca de novos ativos.

“Muitas coisas interessantes estão acontecendo, 2017 vai ser um ano de muitas novidades”, concluiu Mayhew.

A previsão é que o processo de compra da Brasoil comece a ser analisado pelo Cade na próxima semana e a transação seja concluída até o final de março.