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Clippings - 04/02/20

PetroRio compra ativos da Dommo

A PetroRio comprou o FPSO OSX-3 e 80% do campo de Tubarão Martelo, onde a embarcação opera para a Dommo. A plataforma custou à PetroRio US$ 140 milhões.

A companhia planeja integrar os campos de Polvo, que já opera, e de Tubarão Martelo, ambos na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Todos os poços produtores de óleo dos dois campos serão interligados ao FPSO adquirido.

Inicialmente, a petroleira irá assumir 100% dos custos de operação do campo de Tubarão Martelo, com o direito de comercializar 80% da produção. Após a interligação dos ativos, prevista para meados de 2021, a PetroRio ficará com 95% de participação no polo, enquanto a Dommo (atual operadora) terá participação de 5%.

Recentemente, a Dommo sinalizou que poderia adiar o pagamento da embarcação OSX-3 em função do plano de revitalização de Tubarão Martelo, que exigiu um alto investimento.

O campo produz cerca de 5,8 mil bopd. De acordo com a PetroRio, esse volume poderá chegar a até 10 mil bopd após a conclusão da campanha de revitalização. A companhia acredita que o novo polo poderá atingir produção estimada de 20 mil bopd a partir de 2021.

A PetroRio aguarda aprovação dos órgãos reguladores, Cade e ANP.

Investimentos

Polvo e Tubarão Martelo estão a 9 km de distância um do outro, com um investimento de integração previsto entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões.

Atualmente, os custos operacionais somados dos  campos chegam a US$ 200 milhões ao ano. A empresa estima que esse valor deva cair em cerca de US$ 70 milhões por ano, depois que a integração for implementada. O montante também considera a devolução do FPSO atualmente arrendado no campo de Polvo.

A PetroRio estima que os custos de produção do novo polo poderão alcançar cerca de US$ 15 por barril e prevê um aumento da vida econômica dos ativos até 2035. A companhia espera um impacto positivo na produção e acréscimo de reservas de 40 milhões de barris, totalizando 52 milhões de barris.

A PetroRio é operadora dos campos de Polvo (100%) e Frade (100%), na Bacia de Campos, e detém fatia de 10% em Manati, na Bacia de Camamu-Almada. A companhia também opera os blocos FZA-M-254 e FZA-M-539, na Foz do Amazonas.

Fonte: Revista Brasil Energia