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Clippings - 01/09/15

PetroRio quer investir na 13ª rodada e em redesenvolvimento de campos

A PetroRio está traçando novas frentes de investimento em ativos em produção, mas precisa vencer obstáculos para concluir sua reestruturação. A companhia, que encerrou o segundo trimestre com R$ 355 milhões em caixa, está buscando novos ativos em produção, no Brasil e no Mar do Norte, para operações de farm-in e pretende participar da 13ª rodada.

O CEO da PetroRio, José Pedrosa, participou, nesta segunda-feira (31/8), de conferência com analistas e reforçou a estratégia da companhia de manter a exposição a riscos exploratórios baixa, enquanto foca na redução de custos de produção. “Seremos sócios minoritários no blocos (da 13ª rodada)”, afirmou o executivo.

Na Bacia de Campos, a empresa opera Polvo com 60% de participação, mas tem enfrentado dificuldades para concluir a compra dos 40% remanescentes com a Maersk, pois não conseguiu a aprovação da ANP. Pedrosa disse esperar a conclusão até o fim deste ano e conta com a redução de exigências da ANP para as provisões futuras de abandono do campo de Polvo.

“A negociação vem se arrastando desde fevereiro, mas caiu o preço do Brent e tomou outro curso. Queremos que a ANP flexibilize alguns pontos”, resumiu o executivo.

A provisão de abandono prevê a apresentação de garantias financeiras para custear uma série de despesas com futuros gastos e recuperação ambiental dos campos.

Enquanto não consegue fechar o farm-in em Polvo, a PetroRio também tem que lidar com a resistência da Maersk em realizar novos investimentos.A ideia é realizar três reentradas em poços e iniciar a injeção de polímeros em Polvo ainda este ano. “Mas a Maersk não quer fazer, não quer desenvolver o campo de Polvo”, afirmou Pedrosa.

A ANP também precisa liberar a compra de 100% de Bijupirá e Salema (adquirido de Shell/Petrobras, que tem 80% e 20%, respectivamente). A PetroRio espera elevar sua produção para 31 mil barris/dia no ano que vem, sendo 22 mil desses campos operados pela Shell.

A atual estratégia da empresa é comprar campos nos quais não estão sendo feitos investimentos em elevação da produção e aplicar técnicas de injeção de polímeros, recuperação de poços, injeção de água e re-exploração das concessões. Há inclusive, conversas “informais” com a Petrobras, afirmou Pedrosa.

De acordo com o Pedrosa, o preço do barril de petróleo não inviabiliza os planos de redesenvolvinento dos campos, pois a PetroRio tem conseguido manter os custos de produção viáveis com Brent na faixa de US$ 50/barril – no segundo trimestre, o custo de Polvo ficou em US$ 33/barril.

A companhia encerrou o perãodo com prejuízo de U$ 16 milhões, prejudicada pela queda no valor do Brent e custos com depreciação.