PGS planeja iniciar em fevereiro de 2020 uma pesquisa sísmica 3D na Bacia de Sergipe-Alagoas. Chamado de Pirambu NE, o programa prevê a aquisição de dados em uma área de 11,272 mil km² em lâmina d’água mínima de 500 m e a 32 km de distância mínima da costa do estado de Alagoas.
A região onde será conduzida a campanha está próxima aos blocos BM-SEAL-4, BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11, operados pela Petrobras. Os ativos de águas profundas estão incluídos no programa de desinvestimentos da estatal.
Para realizar o trabalho, a empresa mobilizará uma embarcação sísmica da classe Ramform (Ramform Tethys ou Ramform Atlas ou Ramform Titan ou Ramform Hyperion), uma de apoio (Thor Magni ou Thor Modi ou Thor Frigg) e uma assistente.
A embarcação sísmica será utilizada tanto como fonte de energia sísmica quanto para registro e pré-processamento de dados sísmicos. Já a de apoio servirá para transporte de suprimentos e resíduos e ações de patrulhamento e suporte no registro de interferências com a atividade pesqueira e demais atividades.
Para logística às operações poderão ser utilizados os portos de Maceió/AL, Barra dos Coqueiros/SE e Salvador/ BA, onde serão realizadas as atividades de abastecimento, troca de tripulação, transferência dos resíduos gerados etc. A atividade terá a duração de aproximadamente 90 dias.
Em setembro, a PGS deve dar início ao programa Pirambu-SW, que prevê a aquisição sísmica 3D na mesma bacia, incluindo parte do bloco BM-SEAL-11. As opções de embarcações a serem utilizadas são as mesmas consideradas pelo programa Pirambu-NE.
As informações constam das fichas de caracterização dos projetos submetidas pela prestadora de serviços ao Ibama.
Potencial offshore
A Bacia de Sergipe-Alagoas voltou ao radar da indústria, após três anos sem atividades de perfuração. Em abril, a Petrobras encontrou novos indícios de gás no BM-SEAL-4 com a sonda Petrobras 10.000, operada pela Transocean.
Outras operadoras com presença na região acompanham de perto as atividades dos PADs da estatal na bacia. A Enauta, por exemplo já declarou que espera “ansiosamente” os resultados do teste de produção da descoberta de Farfan – previsto para começar este ano– para definir seus próximos passos na região. Para a empresa, a bacia ainda está “em sua infância” e compõe a base de seu programa de exploração.
“Esta poderá ser, talvez, a terceira área de maior prospectividade no pré-sal brasileiro na avaliação de nossos técnicos”, afirmou o CEO da companhia, Lincoln Guardado, durante conferência com analistas em março passado.
Fonte: Revista Brasil Energia