Ao exigir que os novos parques já tivessem uma conexão com a rede de transmissão para participar dos leilões de energia, o governo federal acabou mudando o eixo da indústria eólica no país. Com os certames realizados em agosto e novembro, dois novos polos de geração de energia a partir dos ventos surgiram no Nordeste, um na Chapada do Araripe, no interior do Piauí, e outro na região de Garanhuns, no interior de Pernambuco, cidade natal do ex-presidente Lula.
Até o momento, a Bahia e o Rio Grande do Norte eram os principais centros de geração de energia eólica do país, mas a escassez de linhas de transmissão nessas regiões limitou a participação de novos parques nos últimos leilões. A construção das linhas de transmissão está a cargo da Chesf, braço do grupo Eletrobras no Nordeste, mas as obras estão atrasadas.